Sobre loucos e alienados – O alienista nos dias atuais



Um de meus trabalhos para a faculdade e que me deixou extremamente feliz pela genialidade que pude demonstrar ao juntar minhas idéias..

Não raramente, nos deparamos em nosso cotidiano com situações inusitadas, como quando você está num restaurante comendo tranqüilamente, e de repente o garçom desajeitado acaba por derrubar em sua roupa as taças de vinho que levava em sua bandeja. Se você é uma pessoa normal, não-psicótica, e com seus conflitos em ordem, dirá provavelmente esta frase ao garçom, entre outras: “Você está louco? Como pôde fazer isso?”. E o garçom pedirá desculpas a você, que provavelmente não irá ouvir as desculpas por estar perdido em xingamentos...

Isso provavelmente já aconteceu com você, seja você o garçom ou o cliente. Porém provavelmente você não parou para pensar em uma coisa... Por que você chamou o garçom de louco? E por que a maioria das pessoas chamam as outras pessoas de loucas quase todos os dias? Somos todos loucos?

Não, não estou sendo detalhista ao extremo. Acredito que as coisas se tornam superficiais quando são profundas demais para serem compreendidas completamente. Portanto, talvez esta corriqueira frase do cotidiano de quase todas as pessoas, inclusive nós psicólogos, diga algo mais profundo do que aparenta. Meu objetivo aqui é o de utilizar este pequeno exemplo para explicar a relação da obra de Machado de Assis com a atualidade, de um ponto de vista psicológico. E para entender essa pequena questão que levantei, pretendo partir do pensamento do senso comum, indo em direção ao pensamento científico, com uma pequena “parada” sobre o pensamento de Machado de Assis.

Começando com o senso comum, podemos dizer que fazer a pergunta “você está louco(a)?” freqüentemente é uma “gíria”, algo que dizemos sem “pensar muito” no significado das palavras.

Levando em consideração a visão do senso comum, partimos para o lado científico, ou seja, a psicologia.

O conhecimento científico é algo que se originou no ocidente. Começou com os gregos, que iniciaram o movimento de sobrepor a razão e o pensamento diante dos sentimentos e de certa forma, também do esforço físico. A característica que diferenciava o homem dos outros animais era justamente a condição de ser racional, e aqueles que possuíam pouca capacidade intelectual e de raciocinar eram tratados como escravos, que na época não eram tratados de maneira diferente de um animal.

Essa separação feita pelos gregos, de valorizar o “pensar” e desvalorizar o sentir e o fazer foi crucial para a existência do que hoje conhecemos como ciência, e discorrer como essa relação funciona nos tiraria do nosso objetivo neste trabalho. Como sabemos, o conhecimento científico é livre de sentimentos e emoções e tenta ser o mais neutro possível, atendo-se somente a fatos e hipóteses. Ambos, fatos e hipóteses, excluem todas as capacidades humanas que não sejam o pensamento.

Este é o ponto que precisamos ter em mente. O pensamento e a razão hoje são, por conta destes fatos históricos e sociais, mais valorizados que o sentir e o fazer em nossa sociedade. Afinal, a ciência é tida como “a” verdade, e se opor a este tipo de verdade seria como dizer que a razão não deve ser considerada... e quem não possui razão é louco.

“Você é louco, garçom?”...

Em O Alienista, basicamente tudo o que acontece na primeira parte do conto foi resumido no parágrafo acima. A supremacia do pensamento e do conhecimento vindo dele é capaz de definir se somos loucos ou não. Simão Bacamarte era a razão pura encarnada. E aqueles que não cabiam na classificação de “normal”, acabavam na Casa Verde. Nossa sociedade hoje não é muito diferente da de Itaguaí.

Porém, embora tenhamos elucidado alguns fatores que constituíram a sociedade ocidental que conhecemos hoje, devemos nos lembrar que a maioria das pessoas não se dá conta de que a cultura de hoje é resultado de uma confluência de uma série de fatores. As pessoas veem tudo como natural, como se tudo sempre tivesse existido, desde a cultura até o nosso próprio surgimento. Esse é o pensamento alienado, que faz com que as pessoas chamem as outras de “louco” o tempo todo sem se dar conta do que estão dizendo.

Alienista, alienado, alienante. O primeiro foi um médico, que usou o terceiro, o pensamento, pra formar o segundo.

Simão Bacamarte percebeu, a certa altura dos acontecimentos, que a loucura residia nos extremos do ser humano. O sempre bondoso e o sempre egoísta eram igualmente loucos. O moralista e o perverso, o sempre calmo e o sempre agressivo... Era necessário que ambos conhecessem um pouco do extremo oposto para que chegassem a um estado saudável...

Ora, Simão bacamarte promovia uma critica à sociedade atual alienada. Em outras palavras, e de uma maneira “artística”, o alienista criticou os alienados. Loucos são os que se desfazem do equilíbrio das capacidades humanas para favorecer uma em especial. Os que pensam demais hoje estão fora da Casa Verde. Os que não são assim, que se deixam levar por sentimentos e não favorecem nenhuma capacidade humana de maneira diferente, como os apaixonados, por exemplo, são loucos. Paixão é o estado mais próximo da loucura que o ser humano atinge sem enlouquecer, dizia Freud. Simão Bacamarte internaria o pai da Psicanálise sem pestanejar...

...

Afinal, o que o garçom que derrubou o vinho em alguém tem a ver com tudo isso?

Ele foi chamado de louco, e por isso, entrou neste assunto. Pensemos juntos:

- Ele foi chamado de louco por ter errado, e errou por falta de atenção.

-Você perguntou, como reação, se ele é louco. Você é o alienado.

- Falta de atenção = falta de concentração do pensamento na tarefa = falta de pensamento = falta de razão.

- Numa sociedade na qual a ciência dita as regras do mundo em que vivemos, e numa sociedade na qual quem não pensa demais não existe como pessoa “normal”, a razão, com a sua categorização e previsão de eventos conhecidos, “governa” os relacionamentos humanos. A ciência é o alienante.

O garçom agiu de maneira inesperada, não prevista, não controlada. Desorganiza o outro, que estando desorganizado, pergunta: “Você é louco?”, querendo, na verdade, perguntar: “Você não sabe que você deve agir normalmente, de maneira que todos saibam como você irá agir, que todos tenham isso sob controle? Você não é normal? Você é louco?”. Mas só se pergunta a última coisa. Essa é a alienação.

As coisas se tornam superficiais quando são profundas demais para serem compreendidas completamente. “Superficial = alienado”.

Esse exemplo serve para mostrar o estilo de vida de nossa sociedade. Extremista. O pensamento é supremo, e a ausência dele é a loucura. O pensamento e a loucura são características exclusivas dos seres humanos. Simão Bacamarte diria que ambos os extremos são igualmente loucos, e que apenas o equilíbrio seria saudável. A sociedade deve ir para a Casa verde.

Ora, a Casa Verde não seria o próprio planeta Terra?
Se assim pensarmos, poderíamos dizer que a loucura reside no mundo, e a loucura reside fora dele, no “mundo da lua”, pois são os dois extremos. É necessário que estejamos sempre em equilíbrio com a casa verde e o “mundo da lua”. Assim como a Lua é importante para o equilíbrio do nosso planeta, nosso “mundo da lua” também é importante para o nosso “mundo real”, nossa Casa Verde e seu equilíbrio.

E o alienista se mostra como o mais consciente de todos.

Sou careta, religião? BAH!

Acredito que a maioria das pessoas que conheço ou que eu vá conhecer em minha vida acreditam em Deus. Eu não acredito. Pode ser que ele exista, mas me reservo o direito de pensar que também pode ser que ele não esteja lá no céu pra ouvir os nossos pedidos, como um Papai Noel de plantão. Por que razão me reservo a tal direito? Páginas e mais páginas seriam necessárias para fazer alguém entender, e não aprendi ainda a falar sobre minha descrença sem tentar convencer as pessoas a acompanharem meu raciocínio e também deixar de acreditar...Portanto, como também estou preguiçoso ultimamente, acho melhor apenas dizer que sempre fui um moleque curioso. Sim. Capetinha do saber, sempre perguntando o porque disso, o porque daquilo. Então quando me disseram que o mundo tinha sido criado por um tal de Deus, eu perguntei: E daonde veio esse cara?
E ninguém me responde até hoje. Porque é a lógica. Se me dizem que o meu planeta foi feito por um super pedreiro em apenas 6 dias, estão me dizendo que há sempre uma origem, certo?
Então daonde ele veio? Que escola de arquitetura ele foi? Qual a origem dele?
Ninguém me diz.
Então comecei a viver num mundo sem super-pedreiros. E isso foi só o começo de minha aventura descrente. Mas eu não previa uma coisa...

O poder do amor é como o poder dos imãs que eu brincava na casa da minha avó. Mesmo tentando desgrudar um do outro, sempre tinha uma força fazendo um encontrar o outro novamente. E eu encontrei um imã muito porreta de forte. Sim. Ela parecia perfeita, sempre com um sorriso lindo, da minha idade, aparentemente inteligente e com olhos fascinantes, mas como todo imã quando virado do outro lado, tinha algo nela que me afastava, não importa o quanto eu tentasse entender...

E era a religião dela. Não, ela não era islâmica. Ela era pior: evangélica. Gritarias e tumultos na vizinhança, meninas pastoras, bispos golpistas, coador de dinheiro e as conversas sociais, que para eles são sempre uma oportunidade para tentar converter alguém. E quando eu digo que a religião dela é pior que o islamismo eu quero dizer que eu não ligaria para a burca e a camuflagem do corpo se ela não fosse ignorante. Afinal, eu sempre achei emocionante abrir um presente mesmo... Mas a religião dela era o caroço da melancia. Nunca eu podia aproveitar o relacionamento tranqüilamente, sem ter que ficar cuspindo os caroços religiosos, que eram os pais dela, os amigos, as proibições... Mas ainda valia a pena comer a melancia...no bom sentido!


Tanto valia a pena que eu acabei por entrar para a comunidade evangélica por ela. Filhos de Deus, todos se amando e buscando as suas bençãos como pessoas que pegam dinheiro que cai do céu. E foi aí que conheci o regime religioso de conduta, que mexeu comigo. Sim. Eu fiquei chocado com o que as pessoas faziam em nome do Super-pedreiro.

Pessoas com vários tipos de doenças, vários tipos de problemas em suas vidas, correndo para os braços do Senhor, para que ele os salvasse. Ora, pensei comigo mesmo... isso é um monopólio! Eles acreditam que Deus fez o mundo e tudo que existe dentro dele... então Deus criou todos os problemas na vida desse pessoal aí! E a solução encontrada por estas crianças (de mais de 30 anos na maioria das vezes), é procurar o Pai de todos... e mostrar a ele seu problema, como uma criança pede pro pai dela arrumar seu carrinho de brinquedo que está sem a rodinha.... e elogiar como ele eh bom pra resolver tudo, e pedir para salvá-los dos apuros de suas vidas....
Na verdade essa foi a minha conclusão, mas chegaremos lá.

Então, vivendo com a minha melanciazinha linda e convivendo com seus caroços, fui conhecendo este mundo de tortura e mutliação dos desejos. Sim, porque para eles, você, além de já não poder ter aquilo que você quer, não pode nem querer o que você quer! É pecado. E o engraçado é que o que não se pode desejar é justamente uma coisa muito boa. E que provavelmente te afastaria desse mundo religioso.
O terrorismo não acaba por aqui. Me lembro de ouvir alguem me dizendo que pensar em cometer um pecado já é pecar.... Imagine só um juiz de futebol que apita o pênalti porque o zagueiro pensou em por a mão na bola dentro da área.... Mas Deus é justo né? Também acho.
Já pensou alguém ir pro inferno só porque pensou como seria fumar uma maconha?

Agora, o ponto principal de toda a minha aversão a essa coisa de Deus. Acredito que assim como quando somos crianças e precisamos de um pai pra nos orientar e nos controlar As pessoas adultas, ou que acham que são, parecem precisar de um pai pra vida toda. Como se os pais biológicos fossem tecnologia ultrapassada. Depois que crescemos, eles não assustam mais como assutavam antes. Ficam velhos, e parecem anões perto dos filhos. Portanto, as pessoas precisam de um pai onipotente, que pode até ler seus pensamentos, e te mandar pro inferno se você não obedecê-lo. As pessoas precisam disso. Elas não podem se sentir órfãs... Mas esse ponto de vista não é novo. Tudo isso já é falado há muito tempo.

Mas até aí não existe problema. Se as pessoas agem como criancinhas, elas que se virem. O problema é quando começam a me dizer que devo ser igual. Aí o bicho pega. Odeio que me digam o que fazer. deveria ter mandado todo mundo pro inferno...

Sim, era pra rir nessa!

Aliás, acredito que ir para o céu não seria uma idéia tão atraente como as pessoas acreditam...



Imagine como será o céu se você tiver uma vida virtuosa e for parar lá. Vai ter a ala dos autistas, que vão para o céu por nada desejarem ou sei lá... eles nem falam, quanto mais pecar... Ruas de ouro e calçada de diamantes...E todas as pessoas virtuosas que também morreram santas e foram para o céu. Isso. Pessoas que não agrediram, que não roubaram, não mataram, todas juntas conversando assuntos santos, sem piadinhas de português ou de mal gosto, pois essas pessoas não pecaram, nem pensaram em pecar!
Maravilhoso né?

Por isso que prefiro o inferno.

PS: Terminando a história da melancia, quero deixar claro q ela não era gorda (para os que não entenderam a analogia), e dizer que depois de idas e vindas, terminamos após um período de dois anos... Graças a Deus!

XD

Pequena Miss Sunshine



Como eu somente me disponho a escrever sobre os filmes que acho ser mais interessantes, nem preciso dizer que este é mais um filme brilhante.
Mais uma vez, vamos ao que interessa... resumo e análise.

Breve resumo: uma família composta por um pai que tenta fazer sucesso com um programa de passos para vencer na vida, uma mãe que incorpora o papel de dona de casa exemplar e chefe moral da família, seu filho mais velho que fez um voto de silêncio igual ao daquelas freiras lá pra conseguir realizar seu desejo de ser piloto da aeronáutica, a filha mais nova que foi chamada pra participar de um concurso de beleza do outro lado do país, o avô, que foi expulso da instituição em que estava por ser viciado em heroína... e por fim, mas não menos importante, o irmão da mãe, que tentou se matar devido a uma desilusão amorosa e profissional com seu parceiro e seu emprego. Diante da necessidade de Olive participar do concurso, e de ninguém poder ficar pra trás, a família vai toda junta na velha Kombi do pai, que acomoda todo mundo. Durante a viagem, como era de se esperar, muitas coisas acontecem. Dentro da Kombi, a família se desentende diversas vezes, em discussões sobre sexo e outros assuntos ligados a esse primeiro.
Após a primeira parada, a Kombi fica sem embreagem, e o único modo de concluir a viagem a tempo é empurrando o veículo até que ele atinja uma velocidade na qual é possível engatar a terceira marcha, que não precisa de embreagem. Incrível como dali pra frente a Kombi para diversas vezes. Continuando, eles esquecem Olive no posto, o avô morre de overdose, o pai não consegue fazer com que seu programa de passos dê certo, o filho mais velho descobre que é daltônico e não pode pilotar.... e eles chegam ao hotel onde acontecerá o concurso 'pequena miss sunshine' . Lá se deparam com candidatas infinitamente mais "competitivas" que Olive. Os números de dança das outras candidatas fizeram com que a família toda tentasse dissuadir Olive de participar com o número que o falecido avô a tinha ensinado. Ela não dá ouvidos e vai se apresentar. O concurso virou um desastre com a dança provocante de Olive, que fez com que a família toda subisse ao palco para mostrar a união alcançada durante a viagem. Ao final, eles são levados até a delegacia e somente são liberados se concordassem nunca mais inscrever Olive me um concurso de beleza. Fim.

Hoje não estou muito bom para resumir, então passaram-se alguns detalhes importantes da história. Se você assistir o filme isso não será nenhum problema não é?
Mas uma coisa é certa. A mensagem do filme é boa para mostrar o quanto somos preconceituosos com o diferente.
Uma candidata a miss que de miss nem o nome tem. Um escritor que nunca conseguiu fazer seu livro ser publicado. Um adolescente daltônico que quer ser piloto de aviões. Um homossexual que sofre de um coração partido e ainda perdeu a vaga de professor principal sobre um autor desconhecido, e que tentou se suicidar. Um idoso viciado em heroína e antisocial. Com quem dá pra se identificar?
Com todos. A kombi aparece na capa do dvd por isso. Me pegava a torcer pra tudo dar certo para aquela família, até mesmo no momento de levar o cadáver do vovô na kombi também. A kombi era o que uniu a família, um representante material da ligação de um com o outro. Exatamente por isso a Kombi quebra, fica sem embreagem, trava a buzina... e o mais curioso de quebrar a embreagem é que o modo de a kombi funcionar seria se todos empurrassem a kombi a uma certa velocidade para que ela pudesse entrar na marcha que não precisa da embreagem. Quer mais exemplo do fato de que nós somos responsáveis por nossos relacionamentos com os outros, tanto nos momentos bons ou nos momentos 'sem embreagem'?
E não é só isso. O vovô morreu, o livro não deu certo, o Dwayne descobriu que era daltônico e o titio viu o seu ex com outro, além de a Olive ser banida de todos os concursos de miss. O que eles dizem no final? "Acho que podemos conviver com isso"
E é lógico né? É a vida. As coisas acontecem. Não importa se você é excluido ou se não alcança o objetivo maior dos seus sonhos. O melhor disso tudo é o caminho a se percorrer. Mesmo se o caminho for com uma kombi quebrada ^^...
Maravilhosa mensagem... quem dera se as pessoas pensassem sobre as coisas que assistem...

Enjoy

Sobre modinhas e aparências....

Eu estava na faculdade, conversando com amigos, quando de repente aparece um assunto do nada. Gostos. Sim, começamos a falar sobre nossos gostos. Dizem que gosto não se discute, mas acho que ninguém falou nada sobre copiar, se identificar ou mentir sobre eles. E não me surpreendi quando descobri que tínhamos gostos parecidos. Tínhamos é exagero. Eu discordava dos gostos dos meus amigos e só concordava quando me perguntavam se eu gostava de uma coisa. Afinal, gosto não se discute.
E o papo passou por gostos de músicas, carros, lazer, atividades, e hobbys. Desejos, mulher, bebida, e filmes. A única coisa que mudava em toda a conversa, era o assunto. Os gostos eram iguais, exceto os meus, claro. ^^
Comecei a pensar que talvez nossos gostos parecidos fossem o que criou a amizade que hoje reinava entre a gente. Mas essa teoria não explicava o que eu fazia no meio deles, pois odeio tudo o que eles veneram.
Lembrei-me de uma coisa que aprendi na faculdade, e que dizia que todo comportamento humano só é repetido por trazer um ganho ao indivíduo como conseqüência. Como por exemplo, um mês de trabalho nos dá como conseqüência um salário (e talvez um câncer, reumatismo..etc, mas isso nao conta, não dá pra pegar isso em um mês ^^). A idéia era dizer que tudo o que fazemos é em função de alguma coisa.
Então comecei a imaginar qual seria o ganho que meus colegas teriam ao dizer que gostavam de ouvir a dança do créu nos seus carros e lares, por exemplo.
Não demorei muito na minha reflexão. Uma palavra explicou tudo o que eu queria saber. Aparência.
Sim, aparência. É o que move esse mundo hoje.
Mas existem dois tipos de aparência. A aparência física, que não se pode mudar muito, nasceu bonito, morre bonito; nasceu feio, morre achando que é bonito.... e a outra aparência, que corresponde à sua personalidade, sobre a imagem que você passa para as outras pessoas de como você é (se é alegre, bravo.. etc.). E essa aparência pode ser do jeito que cada um quiser que seja a sua, isso desde que inventaram a mentira.
Quando falei de aparência quis dizer esse segundo tipo, que pode fazer com que sua cara não seja mais que uma cortina de teatro, que apenas seja o começo do espetáculo que acontece dentro da sua cabeça ^^
Todo mundo sabe dizer se acha uma pessoa bonita ou feia, e, assim como com a aparência física, todo mundo sabe dizer se a pessoa com quem acabou de trocar palavras é legal ou odiável.
E já que não se pode mexer com a aparência física, por que não descontarmos nos mostrando pessoas legais, admiráveis e com os mesmos gostos que o das pessoas mais legais, para assim ser atraentes?
Sim, aí começa a modinha. ¬¬

"Ah, a fulana gosta de Fresno. Eu gosto dela. Logo, eu devo gostar de Fresno para ela gostar de mim."


Funciona assim, na minha opinião. Agora pergunta pro vagabundo que pensa assim se ele realmente vê alguma beleza nos versos de "Cada poça dessa rua tem um pouco de minhas lágrimas". Não. Provavelmente gosta das bandas de pagode Sorriso Pequeno, Meninos da Vila e afins. Mas ele não diz isso. Não na frente dos amigos. Por quê?
Eu diria que é como uma espinha na cara da sua personalidade. Só que a diferença entre essa espinha e uma espinha gigante no seu rosto é que você pode esconder ela de todo mundo apenas não falando nada (e existem pessoas que acham que funciona assim com a espinha de verdade ^^).

Então a modinha funciona assim. É como um vestibular pra você ser aceito como um ser normal.
Se você responder errado, você pode ser "aquele que gosta de musica gospel", ou "aquele que ouve Bruno e Marrone". Isso é como se sua personalidade fosse deficiente, sem uma perna. Todos te olham!

Então é mais fácil você dizer que gosta da música que toca no rádio.
E tudo fica mais fácil de entender. Talvez se tivéssemos mais intimidade, alguiém diria que chorou em um filme romântico...ou que acha a música do Roupa Nova legal.


Resumindo, nosso mundo traz a seguinte regra: Você é livre para escolher quem você quer ser, o que gosta e tudo mais, mas se você quer ser legal, talvez você devesse ouvir as mesmas músicas que nós.

Falo de meus gostos com orgulho....afinal, sou original e não troco nada do que penso por nada do que outra pessoa pensa...
E sou feliz assim.


Enjoy

Abc do Amor....




Abc do Amor (Little Manhattan - EUA, 102min)


Ah o amor....
E não é ele que causa as grandes guerras e parte os mais fortes corações, e ainda assim é um ingrediente fundamental para a felicidade?
Sim...Helena de Tróia que o diga...
Mas... o que dizer sobre a primeira e inocente vez que sentimos isso?
Esse filme realmente me inspirou... Fantástico!
Breve Resumo: Gabe é um garoto de 10 anos que se vê diante de um dos momentos mais importantes de sua vida: seu primeiro amor. "Tudo que aprendi sobre o amor, aprendi nas últimas duas semanas e meia, e acredite, quando se tem dez anos, é tempo pra dedéu" diz ele no começo. Gabe conta em retrospectiva a sua história, onde ele começa a se apaixonar pela bela Rosemary. Seus pais estão se divorciando, o pai de Gabe dorme no sofá, e isso dá a Gabe uma certa independência, pois os pais se preocupam mais com si mesmos do que com o filho. Mas são gente boa. Gabe então se torna amigo de Rosemary, sua colega de classe, quando eles descobrem que estão na mesma classe de Karatê. Rosemary é filha de atores famosos na TV e Rosemary é vigiada pela babá. Isso dá aos dois muita liberdade de ficar juntos. Enfim, Gabe vai descrevendo como vão surgindo os ciúmes, a vontade de ficar perto, a distanciação dos amigos e a dor da separação. Uma história engraçada e muito bem contada. Gabe vai se dando conta de que a amizade vai se tornando outra coisa, se pega a pensar nela o tempo todo e morre de ciumes quando as duplas do Karatê são trocadas e Rose, sua linda parceira, vai fazer dupla com um mini Ashton Kutcher.... Eles saem juntos, e Gabe chega a roubar um beijo dela. Ao final, após uma discussão por telefone, Gabe sente que perdeu Rosemary e nunca mais vai poder vê-la de novo. Os pais de Gabe se sensibilizam e apoiam o garoto, e com isso acabam se unindo novamente. Gabe decide ir ver Rosemary e dizer a ela que a ama. Isso mesmo. "Eu te amo, Rosemary" ele diz. E ela diz que é muito nova para entrar num relacionamento. Impressionante. O filme termina com Gabe dizendo que embora não tenha dado certo e que provavelmente ele irá amar alguém diferente, ele nunca iria esquecer daquelas duas semanas.... ^^

Faz tempo que vi esse filme, eu confesso. Mas o filme é tão simples porém tão cheio de significado que eu quase fico tonto com tanta informação. Afinal o que é o primeiro amor?
A primeira coisa que vem à minha cabeça é que dizer que algo é o primeiro implica que existem outros, o segundo e o terceiro, por exemplo. Então o primeiro amor é algo que por definição não pode acabar bem? Acho que sim. E acho que quando se fala em primeiro amor, mais se fala da experiência da perda de alguém, da nossa primeira decepção amorosa, do que dos momentos bons de gostar de alguém pela primeira vez...
O filme mostra isso, mas ao contrário. Como assim?
É isso mesmo.
O filme mostra o lado bom do primeiro amor no final, que é a descoberta de uma coisa nova. Mostra isso tão bem ao escolher como personagem principal um garoto, que está conhecendo tudo pela primeira vez. Mas, além de tudo, o filme fala mais de questões adultas do que das questões aparentemente simples do mundo infantil. Se eu fosse arriscar e dizer a mensagem principal do filme, diante de tantas mensagens que ele traz, eu arriscaria dizer que o filme passa a idéia de que viver intensamente cada momento é o que faz você se sentir vivo. Pois é, não é mais emocionante viver intensamente, como se não houvesse amanhã? Eu também acho. Além disso, a história paralela dos pais de Gabe se cruzam para mostrar um aspecto importante dos relacionamentos entre as pessoas. O pai de Gabe, ao tentar encorajar o garoto a se abrir com Rosemary e dizer que a ama, diz algo que levarei comigo pra sempre (pra você ver como eu sou sugestionável ^^). Ele diz que no começo de sua relação com a mãe de Gabe, eles diziam tudo o que não era agradável para o outro, e assim buscavam um meio termo. Mas com o tempo, eles foram deixando de dizer algumas coisas, e isso chegou num ponto que de tanto que não diziam coisas um para o outro, acabaram sem nada para dizer. Amazing! Incrível ^^
Quem dera se as pessoas refletissem sobre os filmes que assistem.
Enfim, só vendo pra se divertir e talvez aprender algo novo sobre a natureza humana. O primeiro amor é algo que só acontece uma vez...E é incrível como lidamos com isso. Apesar de sofrer e sofrer por perdas e decepções com o amor, insistimos em procurar outra pessoa, que provavelmente irá nos machucar também, como se nosso coração tivesse um Alzheimer muito grave, sem nunca desistir. Nosso coração deve pensar, logo após uma decepção: "Oh como será que é se apaixonar mesmo? Acho que vou descobrir como é..."

ehehehehe

enjoy

Enjoy

My Latest Creation...

Sim sou um poeta...
e aqui está uma das minhas últimas cirações e uma das minhas favoritasss ^^

quem nunca passou por isso???


Porque não tenho nada sem amor
O amor que me faz te desejar
Que me faz superar até a dor
De esperar você me amar...

Talvez um dia eu pare de sofrer por você
E talvez por sorte eu até te esqueça
Mas sei que tal dia não vai amanhecer
Pois você não sai da minha cabeça

Por que então amo tanto você
Se você nunca me correspondeu?
Se sempre que estás com alguém,
Esse alguém nunca sou eu?

No amor não há nenhuma razão
A dor manda no meu coração
E eu não sei até quando
Continuarei aqui cantando
Esta longa e triste canção..."


^^
Enjoy

Amor malditooo!!!

Faz tempo desde a última vez que escrevo, e isso se deve um pouco ao assunto sobre o qual escreverei hoje.
Não acredito no amor que as pessoas dizem sentir. Não mesmo. Não porque talvez eu tenha me machucado ou não tenha sido correspondido por alguém, mas a simples idéia de "precisar viver com alguém pra sempre" me incomoda tanto quanto gente que não para de falar....
E aí você me pergunta: porque você não acredita? Você nunca quis estar com alguém? Nunca quis namorar?

¬¬
Sim, já desejei muitas pessoas ao longo de minha curta vida, desejo e continuarei desejando, porém não acho que isso seja amor. Isso é paixão. Acho na verdade que os seres humanos precisam se apegar a algo do mundo, de modo a não encarar a sua situação desesperadora de não saber o sentido da sua vida. E a paixão é como uma dependência química, e a droga é a pessoa desejada. Você liga, fica pensando mil vezes, vai atrás, não dorme, o coração bate forte, você fica mesmo muito louco! E quando tem a "droga", quando está lá com a pessoa que você tanto precisa, seus lábios doem de você sorrir e beijar o tempo todo...
Isso é dependência e eu digo não às drogas.
Pode parecer muito irônico pra você, ma não importa. O que eu digo tem sentido.
E aí você pode se lembrar de vezes em que você disse a uma pessoa que voce não viveria sem ela...
Isso pra mim é o fim da auto-estima. Nascemos com tudo o que precisamos pra viver dentro de nosso corpo. Dizer que não vive sem outra pessoa só quem pode são os gêmeos siameses...Eles tem 1% de chance de sobreviver a uma separação....

O que eu quero dizer na verdade é que o amor existe, mas não como essa coisa melosa que vejo nas músicas (Não me deixe meu amor! ; Casou? Casei, Complicou? Compliquei... entre outras...). Ele existe quando somos felizes por nossas realizações individuais e quando somos felizes por fazer parte da vida e das realizações pessoais de outra pessoa, mesmo que uma realização dessas seja deixar quem se ama. Amor não significa estar junto.
Amor é felicidade compartilhada, e com isso quero dizer que devemos viver bem sozinhos para depois viver bem com outra pessoa. Você não concorda?
Porque aí fica fácil diferenciar amor de paixão. Paixão é egoismo, é dependência. Não gostamos da pessoa, ela é um objeto do qual você acha que precisa.
Já o amor... Ah! (l) =D


E ainda assim você pode me perguntar sobre o primeiro amor...
e eu vou dizer pra você esperar o próximo tópico!!!!