Amor, religião, patriotismo, gostos e modas. Adoro escrever e expor minha opinião sobre cada uma dessas coisas. Porém, com os muitos acontecimentos da minha vida nos últimos dias, senti a vontade de rever o tema do amor/paixão de um ponto de vista mais próximo....
É, eu acho que estou apaixonado.
O amor e a paixão pra mim sempre foram como a kryptonita pro superman. Sou muito bom com as palavras e com as idéias, mas quando se trata de pessoas e modéstia, eu sou um desastre... Começo a agir estranhamente, perco o sono, a fome e o bom humor, e as pessoas próximas começam a achar que eu virei um vampiro, pois fico com uma cara de morto-vivo.
Eu estava há um bom tempo com o coração desprendido, livre. Sempre acreditei que existia uma parte de mim que controla coisas como por quem eu me apaixono, quando eu fico nervoso e quando eu tenho paciência. E por associação, eu achei que essa parte obscura do meu ser era tão inteligente quanto a parte que eu conheço. Mas a vida é uma caixinha de surpresas... Descobri que tenho um lado deficiente mental e com uma visão da realidade incrivelmente distorcida.
Conheci o que pensei ser apenas mais uma amiga das várias que tenho...
Conversamos alguns minutos apenas... e nos adicionamos no orkut e msn. No primeiro dia em que conversamos por msn, me surpreendi com o tanto que eu me diverti com ela... simplesmente achei que havia achado uma provável melhor amiga. Combinávamos nas opiniões, e assim eu passei a considerá-la uma pessoa daquelas que não deixamos ficar apenas no nível de conhecidos. Nos tornamos amigos quando nos encontrávamos todo dia virtualmente e conversávamos por horas. Fomos ao cinema, juntamente com nossa amiga em comum, minha irmã (que não é lá uma amiga, mas família não se escolhe). Conversei durante todo o filme fazendo piadinhas... Eu me diverti muito, e imagino que ela também, ou ela é muito boa em fingir dar risada.
Demos algumas voltas no shopping, com as mãos dadas e chamando-nos de amor. E foi aí que acho que tudo começou. Não tinha pensado nela como uma garota. O meu lado deficiente mental começou a trabalhar. Comecei a reparar em como a mão dela era macia, quente, e comecei a não querer mais soltá-la. Nos despedimos e eu senti uma grande vontade de dizer quequeria beijá-la. No entanto, sou um pouco travado e acabei não falando nada...
Passei o dia pensando nela e em tudo que aconteceu, como um detetive procurando a evidência final que comprovasse que ela poderia estar interessada em mim... E com isso me dei conta que queria ficar com ela. Queria tanto que não me segurei e cometi meu primeiro erro: falei com ela, via msn.
Ela disse que me tinha como amigo, e que gostava bastante de mim. Foi um não muito suave, e ao invés de utilizar minha cabeça pra entender e deixar aquela vontade de ficar com ela de lado, o lado retardado criou a esperança. "Esperança" é a palavra mais destrutiva da língua portuguesa. Ela fala de algo que você espera sem ter a certeza de que o que você espera vai chegar... Nada mais solitário e dependente do que isso.
Meu outro eu pensou que se ela foi suave em me dizer um não era porque provavelmente ela se importava com o que eu estava sentindo... ou seja, que ela poderia estar gostando de mim também. Uma conclusão digna de um retardado!
Como havíamos marcado de sair no outro final de semana, estipulei a data pra tentar alguma coisa...
No meio tempo, nossas conversas continuaram como se nada tivesse acontecido. Isso alimentou minhas esperanças de uma maneira que nem eu entendi...
Saímos no final de semana. Um dia inteiro ao lado dela, desta vez, sozinhos. Novamente, andávamos de mãos dadas e eu já não tinha tanta inocência como da primeira vez... Porém eu deveria ter colocado uma certa distância, para que eu não sofresse mais, pois estar de mãos dadas com ela acelerava o processo de apaixonamento em 800%. O que um contato físico não faz com a cabeça da gente....
E assim fomos passando o dia. A uma certa altura eu estava tão besta que eu nem ligava pro meu pé que doía demais pelo tênis apertado. Tão besta que eu não ligava de me iludir e sofrer a semana inteira, contanto que eu ficasse mais cinco segundos perto dela. Acho que você percebeu a mudança nos meus sentimentos.
Mas eu só fui perceber no final do dia... quando ela e minha irmã conversavam longe de minha vista, eu comecei a pensar no dia todo que passei com ela, em como era legal estar com ela, em como eu me diverti. E que o dia estava no fim. Meu coração começou a bater rápido. Era meu lado idiota me chamando a atenção. Era tarde demais.
Logo em seguida senti a mão dela no meu cabelo e quase morri de alívio. Ela ainda estava ali. Mas de repente nada era igual. Senti vontade de dizer tudo o que estava sentindo... Mas pra quê? Ela não me deu esperanças... seria inútil. Mas eu achava que devia falar... Resultado: Não falei. Fui embora e acabei falando novamente por msn. Meu segundo e fatal erro. Ela não sabia o que dizer. Muito natural, afinal, ela já tinha dito que não me via como um menino "ficável".
Fiquei triste. Acabei me machucando mais do que deveria, tudo pela "esperança".
E o pior é que ela persiste. Enquanto eu não ver ela com outro menino, vou continuar acreditando que é possível.
E dessa experiência tiro a seguinte conclusão: Talvez nossa espécie não teria alcançado o ponto de evolução que alcançou se não fosse pela esperança. Os outros animais não parecem possuir tal sentimento. Sinto inveja deles. E quanto à paixão, sei que daqui um tempo estarei babando por outra pessoa, mas que não se pode negar o poder deste sentimento. Se apaixonar é como tomar um choque na tomada, você pode levar mil choques e se apaixonar mil vezes, mas cada vez que você põe o dedo na tomada você se surpreende. E cada vez que você se apaixona, o barulho do coração se partindo nos assusta como se fosse sempre a primeira vez.
Enjoy, pq eu to aki na fossa fih
^^
3 comentários:
1 de maio de 2009 às 18:22
Nossa.
Eu tava procurando teu blog, tinha procurado e não tinha achado.
Ainda bem que tu comentou lá no meu blog, agora eu já salvei na minha lista do navegador.
valeu cara, até +.
5 de maio de 2009 às 21:51
Nossa que situação! E olha a comparação que você fez da paixão com o choque ficou show de bola! Belíssimo o post.
6 de maio de 2009 às 16:27
é cara, a verdade é que o homem vive em sociedade graças ao progresso, mas a televisão mesmo já mostrou um caso de um homem que vive sozinho em uma montanha. Mas, os problemas de viver sozinho é a solidão e também quando ficar doente não vai ter quem cuide.
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