Mal se passaram alguns dias e cá estou novamente. Estou começando a fazer desta página um diário público, mas explico isso dizendo que os acontecimentos recentes na minha vida estão muito ligados aos temas sobre os quais eu escrevo.
Meu coração ainda está meio partido, e eu estou procurando juntar os cacos. E é muito estranho, pois quando você precisa consertar uma coisa que quebrou, você descobre que precisa saber como aquilo que quebrou funciona. E acho que estou aprendendo coisas novas sobre mim mesmo. Parece filosófico, mas estou mais em contato com meu "eu" desconhecido, aquele eu que chamei de retardado anteriormente, o lado que controla as coisas que eu não controlo. E pela primeira vez entendo o significado da palavra "experiência"...Acho que depois de aprender sobre o que é ter experiência, vou dar mais razão a meus pais daqui pra frente.
Mentira.
Experiência, como eu ouvi uma vez não me lembro onde, é como uma luz que ilumina para trás. Concordo, porém existe uma parte da experiência que ilumina pra frente, que é a parte na qual você aprende mais sobre você mesmo. E eu tenho feito grandes descobertas!
Descobri que meu coração (e generalizo dizendo que a maioria dos corações desse mundo) funciona mais ou menos como um país. Ele a princípio começa como uma terra sem dono, inabitada e cheia de árvores. Aí aparece o primeiro amor, e esse primeiro amor é o europeu que chega num barco enorme, fazendo da terra sem dono o seu país, bota o seu nome na terra e o coração assim pertence à primeira pessoa que gostamos na nossa vida. Daí, depois que o primeiro amor morre, esse país começa a ser governado por várias outras pessoas, que são os nossos amores repentinos, paixões, e amores duradouros. Tudo depende do sistema de governo, e ao contrário de um país de verdade, quanto mais 'malvada" for a forma de governo, melhor nós nos sentimos. Como por exemplo quando aparece aquela pessoa que se torna o ditador do seu coração. Toma conta do país inteiro e começa a guiá-lo da maneira que quer. E nós, com o coração nas mãos dessa pessoa psicopata, nos sentimos o máximo.... É uma analogia e tanto pra se pensar.
Eu quero declarar a independência do meu coração, mas andei pensando sobre isso. Será que eu vou mesmo ser livre? Ou talvez eu queira ser livre pra escolher aonde vou me prender? ehehehe quanto mais penso sobre isso, mais vejo distante a possibilidade de a felicidade realmente existir...
Cada vez mais eu percebo que sou vulnerável a essas coisas. E conforme eu vou juntando as peças da minha auto-estima pra tentar reconstruí-la, mais eu me pergunto como foi que ela não se partiu antes. Será que todas as outras pessoas são tão frágeis assim com seus sentimentos como eu sou? Me sinto escrevendo um diário de adolescente...
Enfim, a vida vai continuar não importa o que aconteça, se eu me recuperar ou não, os dias vão continuar passando. Acho que no final das contas o coração nunca se parte, nós apenas fazemos ele pensar que ele bate por outra razão que não seja pra nos manter vivos. Se assim for, aonde pertence o caco que estou segurando?
Anyway, essa postagem foi muito melosinha e bla bla bla. Um dia vou ler isso aqui e rir muito. CERTEZA!
enjoy
1 comentários:
28 de maio de 2009 às 15:43
Hello, stranger!
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