Sobre modinhas e aparências [Reloaded]

Eu estava na faculdade, conversando com amigos, quando de repente aparece um assunto do nada. Gostos. Sim, começamos a falar sobre nossos gostos. Dizem que gosto não se discute, mas acho que ninguém falou nada sobre copiar, se identificar ou mentir sobre eles. E não me surpreendi quando descobri que tínhamos gostos parecidos. Tínhamos é exagero.

Eu discordava dos gostos dos meus amigos e só concordava quando me perguntavam se eu gostava de uma coisa. Afinal, gosto não se discute. E o papo passou por gostos de músicas, carros, lazer, atividades, e hobbys. Desejos, mulher, bebida, e filmes. A única coisa que mudava em toda a conversa, era o assunto. Os gostos eram iguais, exceto os meus, claro. ^^

Comecei a pensar que talvez nossos gostos parecidos fossem o que criou a amizade que hoje reinava entre a gente. Mas essa teoria não explicava o que eu fazia no meio deles, pois odeio tudo o que eles veneram. Lembrei-me de uma coisa que aprendi na faculdade, e que dizia que todo comportamento humano só é repetido por trazer um ganho ao indivíduo como conseqüência. Como por exemplo, um mês de trabalho nos dá como conseqüência um salário (e talvez um câncer, reumatismo..etc, mas isso não conta, não dá pra pegar isso em um mês ^^). A idéia era dizer que tudo o que fazemos é em função de alguma coisa que nos trará benefício.

Então comecei a imaginar qual seria o ganho que meus colegas teriam ao dizer que gostavam de ouvir a dança do créu nos seus carros e lares, por exemplo.

Não demorei muito na minha reflexão. Uma palavra explicou tudo o que eu queria saber. Aparência. Sim, aparência. É o que move esse mundo hoje. Mas existem dois tipos de aparência. A aparência física, que não se pode mudar muito, nasceu bonito, morre bonito; nasceu feio, morre achando que é bonito.... e a outra aparência, que corresponde à sua personalidade, sobre a imagem que você passa para as outras pessoas de como você é (se é alegre, bravo.. etc.). E essa aparência pode ser do jeito que cada um quiser que seja a sua, isso desde que inventaram a mentira. Quando falei de aparência quis dizer esse segundo tipo, que pode fazer com que sua cara não seja mais que uma cortina de teatro, que apenas seja o começo do espetáculo que acontece dentro da sua cabeça ^^

Todo mundo sabe dizer se acha uma pessoa bonita ou feia, e, assim como com a aparência física, todo mundo sabe dizer se a pessoa com quem acabou de trocar palavras é legal ou odiável. E já que não se pode mexer com a aparência física, por que não descontarmos nos mostrando pessoas legais, admiráveis e com os mesmos gostos que o das pessoas mais legais, para assim ser atraentes? Sim, aí começa a modinha. ¬¬

"Ah, a fulana gosta de Fresno. Eu gosto dela. Logo, eu devo gostar de Fresno para ela gostar de mim." Funciona assim, na minha opinião. Agora pergunta pra ele que pensa assim se ele realmente vê alguma beleza nos versos de "Cada poça dessa rua tem um pouco de minhas lágrimas". Não. Provavelmente gosta das bandas de pagode Sorriso Pequeno, Meninos da Vila e afins.

Mas ele não diz isso. Não na frente dos amigos. Por quê? Eu diria que é como uma espinha na cara da sua personalidade. Só que a diferença entre essa espinha e uma espinha gigante no seu rosto é que você pode esconder ela de todo mundo apenas não falando nada (e existem pessoas que acham que funciona assim com a espinha de verdade ^^). Então a modinha funciona assim. É como um vestibular pra você ser aceito como um ser normal. Se você responder errado, você pode ser "aquele que gosta de musica gospel", ou "aquele que ouve Bruno e Marrone". Isso é como se sua personalidade fosse deficiente, sem uma perna. Todos te olham! Então é mais fácil você dizer que gosta da música que toca no rádio. E tudo fica mais fácil de entender. Talvez se tivéssemos mais intimidade, alguiém diria que chorou em um filme romântico...ou que acha a música do Roupa Nova legal.

Resumindo, nosso mundo traz a seguinte regra: Você é livre para escolher quem você quer ser, o que gosta e tudo mais, mas se você quer ser legal, talvez você devesse ouvir as mesmas músicas e gostar das mesmas coisas que nós.

Falo de meus gostos com orgulho....afinal, sou original e não troco nada do que penso por nada do que outra pessoa pensa...

E sou feliz assim. Enjoy

Pra quem não tem o que fazer...



Eu não sei porque, mas odeio o Paulo Coelho. Ele não fez nada pra mim, mas eu queria fazer algo mau com ele. Talvez eu não goste dele simplesmente por ele pagar de espertão e vender milhares de livros que eu nunca li. Odeio as pessoas que babam ovo pra ele e chamam ele de "mago" e elogiam tudo que ele faz, dizendo que seus livros devem ser lidos. Imagina! Aquele tiozinho um mago?! Tipo um Harry Potter aposentado que cozinha mocotó no caldeirão mágico. E o pior de tudo: por que chamam ele de mago? Que mágica ele fez?




R: Ser um brasileiro que se destacou por seus atributos intelectuais.




Tá bem. Eu concordo. Não está mais aqui quem falou.




Li um post no blog da Mah - que é muito bom, by the way - onde ela contava que daria uma chance ao Harry Potter começando a ler um livro dele. Isso porque ela é uma pessoa que tem um olhar crítico pra essas modinhas malucas e idiotas. Ao ler essa épica demonstração de força de vontade - porque ler Harry Potter é se arriscar a contrair o câncer mental que afeta os adolescentes do mundo -, me senti encorajado, e resolvi dar uma chance também, só que ao Harry Potter aposentado.




Sim, eu peguei um livro do Paulo Coelho pra ler.






Mas não foi bem assim um livro. Na verdade, eu baixei o audiobook com a voz do Antônio Fagundes (que no "Carga Pesada" é o Bino) me contando a história que o Paulo Coelho escreveu. Escolhi o último livro dele, que se chama "O Vencedor está Só". Clique aqui se quiser baixar também!^^


Comecei a ouvir o Tonim ler pra mim. Devo dizer que audiobook é muito bom pra quem tem preguiça, como eu. Só passei pro meu mp4 e enquanto eu jogava Pro Evolution Soccer 2009, eu ouvia a história....




E a minha impressão foooi....




Bom, eu ainda não acabei de ouvir o livro, no entanto, estou incrivelmente preso à narrativa. A história parece ser muito boa, e a interpretação do Tonim tem um enorme peso nisso. Só ouvi 10 das 71 faixas e a expectativa é boa.


Ao contrário da experiência da Maah, que se descobriu alérgica à bruxaria, eu estou gostando da obra do Paulo. No entanto - como dizem os padres - assim como uma boa ação não leva você pro céu, um livro não te faz um bom autor. E por mais que eu esteja gostando do romance que estou "lendo", ainda não acho que ele seja tudo isso que falam dele. Por isso Paulo e eu estamos num momento de trégua.



E eu prefiro o Novo Voyage.

XD

Enjoy ^^

E meu, visitem o blog da Maah, pq eh muito bom mesmo!

E os créditos do link para o site http://acasadoebook.blogspot.com/

tem muitos outros itens de interesse pra você que é alternativo =)

Sou careta... Religião? Bah! [Reloaded]

Acredito que a maioria das pessoas que conheço ou que eu vá conhecer em minha vida acreditam em Deus. Eu não acredito. Pode ser que ele exista, mas me reservo o direito de pensar que também pode ser que ele não esteja lá no céu pra ouvir os nossos pedidos, como um Papai Noel de plantão. Por que razão me reservo a tal direito? Páginas e mais páginas seriam necessárias para fazer alguém entender, e não aprendi ainda a falar sobre minha descrença sem tentar convencer as pessoas a acompanharem meu raciocínio e também deixar de acreditar...Portanto, como também estou preguiçoso ultimamente, acho melhor apenas dizer que sempre fui um moleque curioso. Sim. Capetinha do saber, sempre perguntando o porque disso, o porque daquilo. Então quando me disseram que o mundo tinha sido criado por um tal de Deus, eu perguntei: E daonde veio esse cara? E ninguém me responde até hoje. Porque é a lógica. Se me dizem que o meu planeta foi feito por um super pedreiro em apenas 6 dias, estão me dizendo que há sempre uma origem, certo? Então daonde ele veio? Que escola de arquitetura ele foi? Qual a origem dele?

Ninguém me diz. Então comecei a viver num mundo sem super-pedreiros. E isso foi só o começo de minha aventura descrente. Mas eu não previa uma coisa...


O poder do amor é como o poder dos imãs que eu brincava na casa da minha avó. Mesmo tentando desgrudar um do outro, sempre tinha uma força fazendo um encontrar o outro novamente. E eu encontrei um imã muito porreta de forte. Sim. Ela parecia perfeita, sempre com um sorriso lindo, da minha idade, aparentemente inteligente e com olhos fascinantes, mas como todo imã quando virado do outro lado, tinha algo nela que me afastava, não importa o quanto eu tentasse entender...

E era a religião dela. Não, ela não era islâmica. Ela era pior: evangélica. Gritarias e tumultos na vizinhança, meninas pastoras, bispos golpistas, coador de dinheiro e as conversas sociais, que para eles são sempre uma oportunidade para tentar converter alguém. E quando eu digo que a religião dela é pior que o islamismo eu quero dizer que eu não ligaria para a burca e a camuflagem do corpo se ela não fosse ignorante. Afinal, eu sempre achei emocionante abrir um presente mesmo... Mas a religião dela era o caroço da melancia. Nunca eu podia aproveitar o relacionamento tranqüilamente, sem ter que ficar cuspindo os caroços religiosos, que eram os pais dela, os amigos, as proibições... Mas ainda valia a pena comer a melancia...no bom sentido claro, se é que existe um né?


Tanto valia a pena que eu acabei por entrar para a comunidade evangélica por ela. Filhos de Deus, todos se amando e buscando as suas bençãos como pessoas que pegam dinheiro que cai do céu. E foi aí que conheci o regime religioso de conduta, que mexeu comigo. Sim. Eu fiquei chocado com o que as pessoas faziam em nome do Super-pedreiro. Pessoas com vários tipos de doenças, vários tipos de problemas em suas vidas, correndo para os braços do Senhor, para que ele os salvasse. Ora, pensei comigo mesmo... isso é um monopólio! Eles acreditam que Deus fez o mundo e tudo que existe dentro dele... então Deus criou todos os problemas na vida desse pessoal aí! E a solução encontrada por estas crianças (de mais de 30 anos na maioria das vezes), é procurar o Pai de todos... e mostrar a ele seu problema, como uma criança pede pro pai dela arrumar seu carrinho de brinquedo que está sem a rodinha.... e elogiar como ele eh bom pra resolver tudo, e pedir para salvá-los dos apuros de suas vidas.... Na verdade essa foi a minha conclusão, mas chegaremos lá.

Então, vivendo com a minha melanciazinha linda e convivendo com seus caroços, fui conhecendo este mundo de tortura e mutliação dos desejos. Sim, porque para eles, você, além de já não poder ter aquilo que você quer, não pode nem querer o que você quer! É pecado. E o engraçado é que o que não se pode desejar é justamente uma coisa muito boa. E que provavelmente te afastaria desse mundo religioso. O terrorismo não acaba por aqui. Me lembro de ouvir alguem me dizendo que pensar em cometer um pecado já é pecar.... Imagine só um juiz de futebol que apita o pênalti porque o zagueiro pensou em por a mão na bola dentro da área.... Mas Deus é justo né? Também acho.

Já pensou alguém ir pro inferno só porque pensou como seria fumar uma maconha com orégano? Agora, o ponto principal de toda a minha aversão a essa coisa de Deus. Acredito que assim como quando somos crianças e precisamos de um pai pra nos orientar e nos controlar As pessoas adultas, ou que acham que são, parecem precisar de um pai pra vida toda. Como se os pais biológicos fossem tecnologia ultrapassada. Depois que crescemos, eles não assustam mais como assutavam antes. Ficam velhos, e parecem anões perto dos filhos. Portanto, as pessoas precisam de um pai onipotente, que pode até ler seus pensamentos, e te mandar pro inferno se você não obedecê-lo. As pessoas precisam disso. Elas não podem se sentir órfãs... Mas esse ponto de vista não é novo. Tudo isso já falaram antes de mim. E até aí não existe problema. Se as pessoas agem como criancinhas, elas que se virem. O problema é quando começam a me dizer que devo ser igual. Aí o bicho pega.

Odeio que me digam o que fazer. deveria ter mandado todo mundo pro inferno...

Sim, era pra rir nessa!

Aliás, acredito que ir para o céu não seria uma idéia tão atraente como as pessoas acreditam... Imagine como será o céu se você tiver uma vida virtuosa e for parar lá. Vai ter a ala dos autistas, que vão para o céu por nada desejarem ou sei lá... eles nem falam, quanto mais pecar... Ruas de ouro e calçada de diamantes...E todas as outras pedras precisosas virtuosas que também morreram santas e foram para o céu. Isso. Pessoas que não agrediram, que não roubaram, não mataram, todas juntas conversando assuntos santos, sem piadinhas de português ou de mal gosto, pois essas pessoas não pecaram, nem pensaram em pecar! Maravilhoso né? Imagino o pessoal no céu dando um rolê com Jesus e do nada ele tropeça na barra da roupa e leva um capote... Será que ninguém ia rir? Sei lá, essa idéia de tempo infinito de vida sem poder falar mal e zuar com os outros não me agrada. Por isso que prefiro o inferno, pois lá vai ser verão o tempo todo, onde eu vou poder pegar umas diabinhas bem quentes. Não vai ser muito diferente do Brasil afinal...


PS: Terminando a história da melancia, quero deixar claro q ela não era gorda (para os que não entenderam a analogia), e dizer que depois de idas e vindas, terminamos após um período de dois anos... Graças a Deus! XD

Eu te odeio porque mesmo?

Essa semana estive lendo um livro muito interessante. O livro é o famoso "A arte da guerra", escrito pelo general chinês Sun Tzu. O chinês era um filósofo que foi ordenado general chinês e venceu inúmeras batalhas contra vários outros exércitos. Suas técnicas estão eternizadas nesse livro. Porém, como não sou do exército e até hoje não sei porque ele existe, dei a essa leitura um significado mais amplo, metafórico. Com isso quero dizer que os ensinamentos do tio China serviram pra mim como uma norma de conduta em momentos de conflito com outras pessoas...

Quem nunca ficou odiou ninguém na sua vida, pense em atirar a primeira pedra. Eu disse "pense" e não "atire" pois ao pensar você automaticamente estará odiando, e assim, não poderá jogá-la. Agora, se você odeia ou já odiou muito alguém, sugiro que leia este livro, pois apesar de bem antigo, se você souber entendê-lo como uma analogia, verá que ele fala de muitas situações atuais.

Dizer que a guerra possui uma arte é dizer que ela é mais do que apenas reciocínio lógico e uma sequência de estratégias, especialmente quando na maioria dos casos o motivo que origina as guerras é a ausência de razão. Acredito que nossa espécie possui um impulso que leva à guerra, mas não arrisco dizer se é algo que vem da nossa espécie ou algo que a cultura nos imprime. Talvez apenas a vida em sociedade, e o fato de que você não pode fazer tudo o que você quer seja um bom motivo pra entrar em guerra. Vivemos uma guerra interior todos os dias quando não sabemos ao certo o que estamos fazendo de nossas vidas...

Deixando o lado filosófico de lado, vim até aqui hoje para contar uma experiência pessoal (pra variar) que relacionei com essa leitura.

Na faculdade, durante o curso, somos obrigados a escolher uma pessoa para realizar um trabalho durante o ano todo. Essa pessoa, supostamente um colega de classe com o qual você tem um bom relacionamento, será sua dupla, como os policiais americanos, e vocês realizarão os trabalhos pedidos em conunto. Até aí tudo beleza. É só escolher alguém com uma inteligência razoável e de boa personalidade. E foi o que eu fiz. Escolhi uma garota que em um ano fez os estágios e trabalhos de todos os anos anteriores. Ela fez isso por ter se transferido de outra universidade. Pensei comigo mesmo que uma pessoa que fez três vezes mais trabalhos que o resto da turma era alguém com bastante disposição, ou seja, a minha futura dupla.

Escolhi essa pessoa pensando ter escolhido a melhor dupla do mundo. Projetei ótimos resultados e trabalhos, aliando minha inteligência à disposição/vontade dela (plus ela não é atraente, e assim eu não teria nenhum problema de envolvimento sentimental). Era perfeito! Era.

No entanto, com o advento do quarto ano da faculdade de Psicologia, começariam os estágios de atendimento. O professor supervisor pediu que as "duplas" conversassem e decidissem qual dos dois atenderia pacientes primeiro, enquanto o outro observaria o atendimento e faria um relatório. Eu escolhi atender, e minha dupla iria dizer o mesmo. Até aí perfeito, eu adquiriria a prática e ela faria o trabalho burocrático. No entanto - pra resumir a história - me encontro hoje, no quinto ano, atendendo e fazendo relatórios SOZINHO, e catalogando as desculpas apresentadas pela minha dupla, pra ver se ela não repete nenhuma.

Me pergunto até hoje o que acontece. Não com ela, comigo. Ela deve ter outros planos para a formação dela, no entanto, eu deveria ter me afastado, afinal a incompetência dela tem afetado meu desempenho. A única coisa que eu sei é que eu a odeio.

Odeio mesmo. Mas o que eu devo fazer? O que eu quero fazer?
Se a psicanálise estiver correta, eu a odeio porque ela tem algum traço de personalidade ou atitude que eu também tenho, e que odeio em mim mesmo, e por isso, odeio ela ao invés de me odiar.

Eu admito que sou preguiçoso, e que poderia fazer tudo sem nenhum problema, que ela não pesa nada e que o trabalho que ela deve fazer não é nenhum peso pra mim. Por que então eu a odeio e quero que ela sinta o que estou sentindo?


Após ler as palavras sábias de Sun Tzu, vi que meu caso não era sem solução, pois em uma das passagens, ele disse:

"Aquele que conhece o inimigo e a si mesmo, lutará cem batalhas sem perigo de derrota;

Para aquele que não conhece o inimigo, mas conhece a si mesmo, as chances para a vitória ou para a derrota serão iguais;
Aquele que não conhece nem o inimigo e nem a si próprio, será derrotado em todas as batalhas".


Eu definitivamente estou numa guerra, mas eu não sei quem é o meu inimigo. Seria a pessoa que eu mais odeio ou seria eu mesmo? Eu tento facilitar as coisas em minha vida, de modo que eu possa aproveitá-la melhor. Ela também faz isso e eu a odeio. Estou sendo injusto?

Talvez sim, talvez não. Talvez eu a odeie porque ela é tão fora de forma física e mental que eu me sinto atraído por isso. Talvez eu a odeie por ela me fazer ver que me sinto atrído por ela, que é uma pessoa totalmente fora do meu ideal de garota. Digo que me sinto atraído inconscientemente, sem que eu sinta isso de fato ao olhar pra ela. "Quem desdenha quer comprar". Será que a odeio tanto pra esconder de mim mesmo que gosto dela? Como eu posso me sentir atraído por um mini-barril folgado? Será que sou tão estranho assim?

Auto-análise é uma coisa difícil. Chego a conclusões que não fazem sentido. Mas eu me odiaria se eu fosse alguém que gosta de large ladies with a lazy pattern. Mas não, odeio ela.

Acho que Sun Tzu devia ser um cara legal. Ao menos após milênios ele conseguiu ajudar um jovem a ver que seu ódio direcionado a uma pessoa é na verdade um ódio contra si mesmo, mas que por razões de orgulho e auto-preservação, projetou em outra criatura tal sentimento.

Será que é assim com todo mundo??

enjoy ^^