Caraca! Dois meses se passaram! O trabalho de conclusão de curso tomou dois meses da minha vida e eu nem reparei.
Tanta coisa aconteceu nesses dois meses que vou desconsiderá-las, pular a recapitulação e simplesmente seguir em frente. Posso apenas dizer que as coisas não andam muito bem (como se antes estivessem ótimas).
A principal delas e que ainda me atrapalha é a minha relação com meu pai, e sobre isso vou falar hoje.
Pais. Impossível existir sem eles. Meu pai é um cara muito legal, devo admitir. Nunca me obrigou a seguir nenhuma religião, sempre me estimulou a favor de eu fazer o que eu quero da minha vida. No entanto, ele tem seus defeitos como todo mundo. E eu também tenho os meus. E ultimamente temos esbarrado nisso.
Independentemente da razão pela qual brigamos - que não vem ao caso - esse episódio despertou meu pensar para uma série de coisas. A primeira delas é a questão do respeito. Maldito respeito. Muitos acham - e meus pais provavelmente também - que essa coisa do respeito faz parte do pacote quando se torna pai ou mãe. Que seus filhos devem respeitar você simplesmente porque você é o que é. Mais irracional impossível. Respeito é uma coisa ótima numa relação, mas ele não deve acontecer assim como todo mundo pensa. Honrar pai e mãe pode ser um mandamento. Mas e daí? Só porque está escrito numa pedra, e porque supostamente esse mandamento foi escrito por alguém que não tem pai nem mãe pra respeitar, eu tenho de seguir? Eu tento deixar esse assunto de lado, mas o cristianismo me provoca mesmo. Meus pais se dizem não-religiosos e se prendem a essa idéia de que se deve respeitar porque sim. Uma posição lógica insustentável. Mas dou um desconto por eles não saberem que as coisas que hoje parecem naturais têm sua história e não foram sempre assim.
Se eu sou contra essa noção de respeito? Sim, sou. Mas isso não quer dizer que eu não respeite ninguém. Para mim, o respeito é algo que deve ser merecido, tal como a confiança. Você não vê nenhum mandamento falando pra vc confiar né? Aliás, tem até aquele versículo(ridículo, só para rimar XD) que diz que é maldito o homem que confia no homem. Se somos uma raça tão pervertida assim, porque raios um raio escreveu que devemos respeitar nossos pais por eles serem nossos pais?
Tá certo que eles quem me trouxeram à vida e tudo mais. Mas isso não tem a ver. Provavelmente eles não sabiam que iam gerar a minha pessoa, eu o Rafinha. Não. Foi um acidente eu ter sido o espermatozóide número um. Foi uma combinação incrivel de fatores para que eu existisse, e não existe maneira de meus pais saberem que eu nasceria... Devo respeitá-los por não saber de nada?
Estava conversando com minha mãe e ela insistia em dizer que eu devia pedir desculpas pro meu pai e porque eu falo de igual pra igual com ele. Eu fiquei besta de ouvir que "falar de igual para igual" com meu pai é errado. Por que?
Como se ao ser meu pai ele sempre estivesse certo quando discute comigo. AHAHHA mais engraçado e louco, impossível. E depois eles querem que você cresça e seja a criança deles pra sempre. Por isso talvez a adolescência seja tão rebelde.
Resumindo, os pais são loucos. Não sei se é a coisa de olhar para algo que você fez e ver que está tudo errado, ou se é o medo de ficar velho que aparece conforme seu filho cresce... Só vou saber quando, e se, eu for pai algum dia. Até lá, só posso especular.
Meus dias tem sido tensos em relação a isso. Vejo meu pai todo dia e evito contato verbal com ele. Uma outra coisa que apareceu nesse episódio todo é a questão do "orgulho". Não sou orgulhoso, e sou o primeiro a admitir que estou errado, porém quando não estou, não mudo minha posição. Nunca. Aí acabo sendo orgulhoso. Então não sei se sou mesmo orgulhoso ou não.
Estou ficando confuso escrevendo isso, melhor parar.
Talvez ainda não elaborei essas coisas. Quem sabe um dia...
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