Uma manhã de fúria!

Acordei ao som de helicópteros. "Crime na vila", pensei. É isso que dá morar em Osasco, cidade-ladrã. Sim, preconceito é o que há. Levantei, escovei meus dentes, dei comida pro Gohan e desci as escadas para tomar meu café da manhã. Olhei meus emails e me arrumei para ir trabalhar.

Ouvi minha mãe conversando com os vizinhos da janela. Minha mãe não conversa nem com seus amigos imaginários, quanto mais com os vizinhos. Logo desconfiei. Subi para perguntar o que estava acontecendo. Ela ligou a tv na Record. Antes que a tv sintonizasse a imagem - tv velha dá nisso - ela conseguiu dar três voltas no quarto. Parecia uma barata com medo do spray inseticida. Olhei novamente para a tv. Aquele gordo ridículo que fala da maneira mais imbecil que eu conheço estava gritando que haviam invadido uma casa em Osasco.

- Novidade - eu disse.

Ela estava com a janela aberta e um vento fudidamente frio entrava. Pedi pra ela fechar, e ela respondeu:

- Não, preciso ver o helicóptero! Quero ver onde é!

- A casa não fica no céu, e você ligou a tv pra isso. Feche a janela por favor mãe!

Ela não ouvia. Entrava em todos os quartos e olhava pelas janelas. Pegou o telefone e ligou para o meu pai, que trabalha a milhas de distância, e pediu pra ele ligar a tv. Me perguntei pra quê.
Até que finalmente mostraram a imagem do helicóptero cujo barulho me irritou às 7:30h da manhã. Era uma casa na rua de baixo da minha. Olhei pro relógio e vi que estava atrasado. Me despedi da minha mãe. Ela olhou pra mim e disse:

- Tira essa touca! Vão parar você e te matar!
- Mas mãe, usar touca não é crime!
- Mas o documento do seu carro está atrasado!
- E eu vou morrer por isso? ahahahahha
- Vai tomar no c* Rafael. Evite passar na rua de baixo!

Entrei no carro e saí. Parei na padaria que é do lado de casa e desci pra comprar um pacote de biscoitos maizena! Uma delícia com café, btw. As "donas Jeruzas" estavam na fila do pãozinho queimado. "Dona Jeruza" é um termo usado por mim para designar pessoas do sexo feminino acima dos 50 anos e dos 80kg que não encontram mais sentido nas suas existências além de assistir Tv Fama, a novela das 13h, 17h, 18h, 19h, 21h, e de contar sobre as vidas dos netos e filhos, numa competição com as outras Jeruzas. Resumindo, a vida delas é fofocar.

Desci e já todas olharam pra minha cara. Dei um "bom dia" com uma cara de "vão se foder" e entrei na padaria. Enquanto procurava os biscoitos, não pude deixar de ouvir a conversa.

"Ai eu acordei com aquele barulho de helicóptero e pensei que minha casa ia cair!"

"Ai eu saí no portão e vi 5 viaturas!"

" Eram 6! Eram 6!"

"Não! Eram 5!"

"Eu acho que eram 6, as marcas de pneu indicam que...."

Achei meus biscoitos! Peguei meu dinheiro contado e joguei na dona da padaria. Saí correndo em direção ao carro pra não ser atingido por aquela doença mental que provavelmente era contagiosa! Fiquei pensando: POR QUE RAIOS ELAS PRECISAM SABER O NÚMERO EXATO DE VIATURAS DE POLÍCIA?

Entrei no meu carro e vi minha mãe saindo com o dela. O caminho que faço pra ir trabalhar passa pela rua de baixo. Ela sabia disso. Ela ficou esperando eu dar ré e ir pela rua de cima! Ela me bloqueou pra eu não passar! Dei a ré e fui pela rua de cima. Ela também.


Cheguei no trabalho e meu primeiro impulso foi ficar pensando... Por que as pessoas são assim? Não apenas nesse caso, mas também em brigas, batidas de carro, etc, etc, etc. Por que sempre tem pessoas pra fazer a rodinha em volta do "evento"?

Será que a vida dessas pessoas são tão carentes de ação que elas precisam querer fazer parte de alguma coisa diferente? Será que elas são simplesmente bestas? Não sei, só sei que fico puto quando ouço algum barulho de batida ou vejo alguma briga e as pessoas ao meu redor correm para onde aconteceu e ficam olhando.

O ser humano.... haha... incrível mesmo.

Vou ficando por aqui. Mas ainda vou descobrir a razão pela qual isso acontece!


enjoy ^^



WTF?

Caraca! Dois meses se passaram! O trabalho de conclusão de curso tomou dois meses da minha vida e eu nem reparei.

Tanta coisa aconteceu nesses dois meses que vou desconsiderá-las, pular a recapitulação e simplesmente seguir em frente. Posso apenas dizer que as coisas não andam muito bem (como se antes estivessem ótimas).
A principal delas e que ainda me atrapalha é a minha relação com meu pai, e sobre isso vou falar hoje.


Pais. Impossível existir sem eles. Meu pai é um cara muito legal, devo admitir. Nunca me obrigou a seguir nenhuma religião, sempre me estimulou a favor de eu fazer o que eu quero da minha vida. No entanto, ele tem seus defeitos como todo mundo. E eu também tenho os meus. E ultimamente temos esbarrado nisso.

Independentemente da razão pela qual brigamos - que não vem ao caso - esse episódio despertou meu pensar para uma série de coisas. A primeira delas é a questão do respeito. Maldito respeito. Muitos acham - e meus pais provavelmente também - que essa coisa do respeito faz parte do pacote quando se torna pai ou mãe. Que seus filhos devem respeitar você simplesmente porque você é o que é. Mais irracional impossível. Respeito é uma coisa ótima numa relação, mas ele não deve acontecer assim como todo mundo pensa. Honrar pai e mãe pode ser um mandamento. Mas e daí? Só porque está escrito numa pedra, e porque supostamente esse mandamento foi escrito por alguém que não tem pai nem mãe pra respeitar, eu tenho de seguir? Eu tento deixar esse assunto de lado, mas o cristianismo me provoca mesmo. Meus pais se dizem não-religiosos e se prendem a essa idéia de que se deve respeitar porque sim. Uma posição lógica insustentável. Mas dou um desconto por eles não saberem que as coisas que hoje parecem naturais têm sua história e não foram sempre assim.

Se eu sou contra essa noção de respeito? Sim, sou. Mas isso não quer dizer que eu não respeite ninguém. Para mim, o respeito é algo que deve ser merecido, tal como a confiança. Você não vê nenhum mandamento falando pra vc confiar né? Aliás, tem até aquele versículo(ridículo, só para rimar XD) que diz que é maldito o homem que confia no homem. Se somos uma raça tão pervertida assim, porque raios um raio escreveu que devemos respeitar nossos pais por eles serem nossos pais?

Tá certo que eles quem me trouxeram à vida e tudo mais. Mas isso não tem a ver. Provavelmente eles não sabiam que iam gerar a minha pessoa, eu o Rafinha. Não. Foi um acidente eu ter sido o espermatozóide número um. Foi uma combinação incrivel de fatores para que eu existisse, e não existe maneira de meus pais saberem que eu nasceria... Devo respeitá-los por não saber de nada?

Estava conversando com minha mãe e ela insistia em dizer que eu devia pedir desculpas pro meu pai e porque eu falo de igual pra igual com ele. Eu fiquei besta de ouvir que "falar de igual para igual" com meu pai é errado. Por que?
Como se ao ser meu pai ele sempre estivesse certo quando discute comigo. AHAHHA mais engraçado e louco, impossível. E depois eles querem que você cresça e seja a criança deles pra sempre. Por isso talvez a adolescência seja tão rebelde.

Resumindo, os pais são loucos. Não sei se é a coisa de olhar para algo que você fez e ver que está tudo errado, ou se é o medo de ficar velho que aparece conforme seu filho cresce... Só vou saber quando, e se, eu for pai algum dia. Até lá, só posso especular.

Meus dias tem sido tensos em relação a isso. Vejo meu pai todo dia e evito contato verbal com ele. Uma outra coisa que apareceu nesse episódio todo é a questão do "orgulho". Não sou orgulhoso, e sou o primeiro a admitir que estou errado, porém quando não estou, não mudo minha posição. Nunca. Aí acabo sendo orgulhoso. Então não sei se sou mesmo orgulhoso ou não.


Estou ficando confuso escrevendo isso, melhor parar.

Talvez ainda não elaborei essas coisas. Quem sabe um dia...




Sobre modinhas e aparências [Reloaded]

Eu estava na faculdade, conversando com amigos, quando de repente aparece um assunto do nada. Gostos. Sim, começamos a falar sobre nossos gostos. Dizem que gosto não se discute, mas acho que ninguém falou nada sobre copiar, se identificar ou mentir sobre eles. E não me surpreendi quando descobri que tínhamos gostos parecidos. Tínhamos é exagero.

Eu discordava dos gostos dos meus amigos e só concordava quando me perguntavam se eu gostava de uma coisa. Afinal, gosto não se discute. E o papo passou por gostos de músicas, carros, lazer, atividades, e hobbys. Desejos, mulher, bebida, e filmes. A única coisa que mudava em toda a conversa, era o assunto. Os gostos eram iguais, exceto os meus, claro. ^^

Comecei a pensar que talvez nossos gostos parecidos fossem o que criou a amizade que hoje reinava entre a gente. Mas essa teoria não explicava o que eu fazia no meio deles, pois odeio tudo o que eles veneram. Lembrei-me de uma coisa que aprendi na faculdade, e que dizia que todo comportamento humano só é repetido por trazer um ganho ao indivíduo como conseqüência. Como por exemplo, um mês de trabalho nos dá como conseqüência um salário (e talvez um câncer, reumatismo..etc, mas isso não conta, não dá pra pegar isso em um mês ^^). A idéia era dizer que tudo o que fazemos é em função de alguma coisa que nos trará benefício.

Então comecei a imaginar qual seria o ganho que meus colegas teriam ao dizer que gostavam de ouvir a dança do créu nos seus carros e lares, por exemplo.

Não demorei muito na minha reflexão. Uma palavra explicou tudo o que eu queria saber. Aparência. Sim, aparência. É o que move esse mundo hoje. Mas existem dois tipos de aparência. A aparência física, que não se pode mudar muito, nasceu bonito, morre bonito; nasceu feio, morre achando que é bonito.... e a outra aparência, que corresponde à sua personalidade, sobre a imagem que você passa para as outras pessoas de como você é (se é alegre, bravo.. etc.). E essa aparência pode ser do jeito que cada um quiser que seja a sua, isso desde que inventaram a mentira. Quando falei de aparência quis dizer esse segundo tipo, que pode fazer com que sua cara não seja mais que uma cortina de teatro, que apenas seja o começo do espetáculo que acontece dentro da sua cabeça ^^

Todo mundo sabe dizer se acha uma pessoa bonita ou feia, e, assim como com a aparência física, todo mundo sabe dizer se a pessoa com quem acabou de trocar palavras é legal ou odiável. E já que não se pode mexer com a aparência física, por que não descontarmos nos mostrando pessoas legais, admiráveis e com os mesmos gostos que o das pessoas mais legais, para assim ser atraentes? Sim, aí começa a modinha. ¬¬

"Ah, a fulana gosta de Fresno. Eu gosto dela. Logo, eu devo gostar de Fresno para ela gostar de mim." Funciona assim, na minha opinião. Agora pergunta pra ele que pensa assim se ele realmente vê alguma beleza nos versos de "Cada poça dessa rua tem um pouco de minhas lágrimas". Não. Provavelmente gosta das bandas de pagode Sorriso Pequeno, Meninos da Vila e afins.

Mas ele não diz isso. Não na frente dos amigos. Por quê? Eu diria que é como uma espinha na cara da sua personalidade. Só que a diferença entre essa espinha e uma espinha gigante no seu rosto é que você pode esconder ela de todo mundo apenas não falando nada (e existem pessoas que acham que funciona assim com a espinha de verdade ^^). Então a modinha funciona assim. É como um vestibular pra você ser aceito como um ser normal. Se você responder errado, você pode ser "aquele que gosta de musica gospel", ou "aquele que ouve Bruno e Marrone". Isso é como se sua personalidade fosse deficiente, sem uma perna. Todos te olham! Então é mais fácil você dizer que gosta da música que toca no rádio. E tudo fica mais fácil de entender. Talvez se tivéssemos mais intimidade, alguiém diria que chorou em um filme romântico...ou que acha a música do Roupa Nova legal.

Resumindo, nosso mundo traz a seguinte regra: Você é livre para escolher quem você quer ser, o que gosta e tudo mais, mas se você quer ser legal, talvez você devesse ouvir as mesmas músicas e gostar das mesmas coisas que nós.

Falo de meus gostos com orgulho....afinal, sou original e não troco nada do que penso por nada do que outra pessoa pensa...

E sou feliz assim. Enjoy

Pra quem não tem o que fazer...



Eu não sei porque, mas odeio o Paulo Coelho. Ele não fez nada pra mim, mas eu queria fazer algo mau com ele. Talvez eu não goste dele simplesmente por ele pagar de espertão e vender milhares de livros que eu nunca li. Odeio as pessoas que babam ovo pra ele e chamam ele de "mago" e elogiam tudo que ele faz, dizendo que seus livros devem ser lidos. Imagina! Aquele tiozinho um mago?! Tipo um Harry Potter aposentado que cozinha mocotó no caldeirão mágico. E o pior de tudo: por que chamam ele de mago? Que mágica ele fez?




R: Ser um brasileiro que se destacou por seus atributos intelectuais.




Tá bem. Eu concordo. Não está mais aqui quem falou.




Li um post no blog da Mah - que é muito bom, by the way - onde ela contava que daria uma chance ao Harry Potter começando a ler um livro dele. Isso porque ela é uma pessoa que tem um olhar crítico pra essas modinhas malucas e idiotas. Ao ler essa épica demonstração de força de vontade - porque ler Harry Potter é se arriscar a contrair o câncer mental que afeta os adolescentes do mundo -, me senti encorajado, e resolvi dar uma chance também, só que ao Harry Potter aposentado.




Sim, eu peguei um livro do Paulo Coelho pra ler.






Mas não foi bem assim um livro. Na verdade, eu baixei o audiobook com a voz do Antônio Fagundes (que no "Carga Pesada" é o Bino) me contando a história que o Paulo Coelho escreveu. Escolhi o último livro dele, que se chama "O Vencedor está Só". Clique aqui se quiser baixar também!^^


Comecei a ouvir o Tonim ler pra mim. Devo dizer que audiobook é muito bom pra quem tem preguiça, como eu. Só passei pro meu mp4 e enquanto eu jogava Pro Evolution Soccer 2009, eu ouvia a história....




E a minha impressão foooi....




Bom, eu ainda não acabei de ouvir o livro, no entanto, estou incrivelmente preso à narrativa. A história parece ser muito boa, e a interpretação do Tonim tem um enorme peso nisso. Só ouvi 10 das 71 faixas e a expectativa é boa.


Ao contrário da experiência da Maah, que se descobriu alérgica à bruxaria, eu estou gostando da obra do Paulo. No entanto - como dizem os padres - assim como uma boa ação não leva você pro céu, um livro não te faz um bom autor. E por mais que eu esteja gostando do romance que estou "lendo", ainda não acho que ele seja tudo isso que falam dele. Por isso Paulo e eu estamos num momento de trégua.



E eu prefiro o Novo Voyage.

XD

Enjoy ^^

E meu, visitem o blog da Maah, pq eh muito bom mesmo!

E os créditos do link para o site http://acasadoebook.blogspot.com/

tem muitos outros itens de interesse pra você que é alternativo =)

Sou careta... Religião? Bah! [Reloaded]

Acredito que a maioria das pessoas que conheço ou que eu vá conhecer em minha vida acreditam em Deus. Eu não acredito. Pode ser que ele exista, mas me reservo o direito de pensar que também pode ser que ele não esteja lá no céu pra ouvir os nossos pedidos, como um Papai Noel de plantão. Por que razão me reservo a tal direito? Páginas e mais páginas seriam necessárias para fazer alguém entender, e não aprendi ainda a falar sobre minha descrença sem tentar convencer as pessoas a acompanharem meu raciocínio e também deixar de acreditar...Portanto, como também estou preguiçoso ultimamente, acho melhor apenas dizer que sempre fui um moleque curioso. Sim. Capetinha do saber, sempre perguntando o porque disso, o porque daquilo. Então quando me disseram que o mundo tinha sido criado por um tal de Deus, eu perguntei: E daonde veio esse cara? E ninguém me responde até hoje. Porque é a lógica. Se me dizem que o meu planeta foi feito por um super pedreiro em apenas 6 dias, estão me dizendo que há sempre uma origem, certo? Então daonde ele veio? Que escola de arquitetura ele foi? Qual a origem dele?

Ninguém me diz. Então comecei a viver num mundo sem super-pedreiros. E isso foi só o começo de minha aventura descrente. Mas eu não previa uma coisa...


O poder do amor é como o poder dos imãs que eu brincava na casa da minha avó. Mesmo tentando desgrudar um do outro, sempre tinha uma força fazendo um encontrar o outro novamente. E eu encontrei um imã muito porreta de forte. Sim. Ela parecia perfeita, sempre com um sorriso lindo, da minha idade, aparentemente inteligente e com olhos fascinantes, mas como todo imã quando virado do outro lado, tinha algo nela que me afastava, não importa o quanto eu tentasse entender...

E era a religião dela. Não, ela não era islâmica. Ela era pior: evangélica. Gritarias e tumultos na vizinhança, meninas pastoras, bispos golpistas, coador de dinheiro e as conversas sociais, que para eles são sempre uma oportunidade para tentar converter alguém. E quando eu digo que a religião dela é pior que o islamismo eu quero dizer que eu não ligaria para a burca e a camuflagem do corpo se ela não fosse ignorante. Afinal, eu sempre achei emocionante abrir um presente mesmo... Mas a religião dela era o caroço da melancia. Nunca eu podia aproveitar o relacionamento tranqüilamente, sem ter que ficar cuspindo os caroços religiosos, que eram os pais dela, os amigos, as proibições... Mas ainda valia a pena comer a melancia...no bom sentido claro, se é que existe um né?


Tanto valia a pena que eu acabei por entrar para a comunidade evangélica por ela. Filhos de Deus, todos se amando e buscando as suas bençãos como pessoas que pegam dinheiro que cai do céu. E foi aí que conheci o regime religioso de conduta, que mexeu comigo. Sim. Eu fiquei chocado com o que as pessoas faziam em nome do Super-pedreiro. Pessoas com vários tipos de doenças, vários tipos de problemas em suas vidas, correndo para os braços do Senhor, para que ele os salvasse. Ora, pensei comigo mesmo... isso é um monopólio! Eles acreditam que Deus fez o mundo e tudo que existe dentro dele... então Deus criou todos os problemas na vida desse pessoal aí! E a solução encontrada por estas crianças (de mais de 30 anos na maioria das vezes), é procurar o Pai de todos... e mostrar a ele seu problema, como uma criança pede pro pai dela arrumar seu carrinho de brinquedo que está sem a rodinha.... e elogiar como ele eh bom pra resolver tudo, e pedir para salvá-los dos apuros de suas vidas.... Na verdade essa foi a minha conclusão, mas chegaremos lá.

Então, vivendo com a minha melanciazinha linda e convivendo com seus caroços, fui conhecendo este mundo de tortura e mutliação dos desejos. Sim, porque para eles, você, além de já não poder ter aquilo que você quer, não pode nem querer o que você quer! É pecado. E o engraçado é que o que não se pode desejar é justamente uma coisa muito boa. E que provavelmente te afastaria desse mundo religioso. O terrorismo não acaba por aqui. Me lembro de ouvir alguem me dizendo que pensar em cometer um pecado já é pecar.... Imagine só um juiz de futebol que apita o pênalti porque o zagueiro pensou em por a mão na bola dentro da área.... Mas Deus é justo né? Também acho.

Já pensou alguém ir pro inferno só porque pensou como seria fumar uma maconha com orégano? Agora, o ponto principal de toda a minha aversão a essa coisa de Deus. Acredito que assim como quando somos crianças e precisamos de um pai pra nos orientar e nos controlar As pessoas adultas, ou que acham que são, parecem precisar de um pai pra vida toda. Como se os pais biológicos fossem tecnologia ultrapassada. Depois que crescemos, eles não assustam mais como assutavam antes. Ficam velhos, e parecem anões perto dos filhos. Portanto, as pessoas precisam de um pai onipotente, que pode até ler seus pensamentos, e te mandar pro inferno se você não obedecê-lo. As pessoas precisam disso. Elas não podem se sentir órfãs... Mas esse ponto de vista não é novo. Tudo isso já falaram antes de mim. E até aí não existe problema. Se as pessoas agem como criancinhas, elas que se virem. O problema é quando começam a me dizer que devo ser igual. Aí o bicho pega.

Odeio que me digam o que fazer. deveria ter mandado todo mundo pro inferno...

Sim, era pra rir nessa!

Aliás, acredito que ir para o céu não seria uma idéia tão atraente como as pessoas acreditam... Imagine como será o céu se você tiver uma vida virtuosa e for parar lá. Vai ter a ala dos autistas, que vão para o céu por nada desejarem ou sei lá... eles nem falam, quanto mais pecar... Ruas de ouro e calçada de diamantes...E todas as outras pedras precisosas virtuosas que também morreram santas e foram para o céu. Isso. Pessoas que não agrediram, que não roubaram, não mataram, todas juntas conversando assuntos santos, sem piadinhas de português ou de mal gosto, pois essas pessoas não pecaram, nem pensaram em pecar! Maravilhoso né? Imagino o pessoal no céu dando um rolê com Jesus e do nada ele tropeça na barra da roupa e leva um capote... Será que ninguém ia rir? Sei lá, essa idéia de tempo infinito de vida sem poder falar mal e zuar com os outros não me agrada. Por isso que prefiro o inferno, pois lá vai ser verão o tempo todo, onde eu vou poder pegar umas diabinhas bem quentes. Não vai ser muito diferente do Brasil afinal...


PS: Terminando a história da melancia, quero deixar claro q ela não era gorda (para os que não entenderam a analogia), e dizer que depois de idas e vindas, terminamos após um período de dois anos... Graças a Deus! XD

Eu te odeio porque mesmo?

Essa semana estive lendo um livro muito interessante. O livro é o famoso "A arte da guerra", escrito pelo general chinês Sun Tzu. O chinês era um filósofo que foi ordenado general chinês e venceu inúmeras batalhas contra vários outros exércitos. Suas técnicas estão eternizadas nesse livro. Porém, como não sou do exército e até hoje não sei porque ele existe, dei a essa leitura um significado mais amplo, metafórico. Com isso quero dizer que os ensinamentos do tio China serviram pra mim como uma norma de conduta em momentos de conflito com outras pessoas...

Quem nunca ficou odiou ninguém na sua vida, pense em atirar a primeira pedra. Eu disse "pense" e não "atire" pois ao pensar você automaticamente estará odiando, e assim, não poderá jogá-la. Agora, se você odeia ou já odiou muito alguém, sugiro que leia este livro, pois apesar de bem antigo, se você souber entendê-lo como uma analogia, verá que ele fala de muitas situações atuais.

Dizer que a guerra possui uma arte é dizer que ela é mais do que apenas reciocínio lógico e uma sequência de estratégias, especialmente quando na maioria dos casos o motivo que origina as guerras é a ausência de razão. Acredito que nossa espécie possui um impulso que leva à guerra, mas não arrisco dizer se é algo que vem da nossa espécie ou algo que a cultura nos imprime. Talvez apenas a vida em sociedade, e o fato de que você não pode fazer tudo o que você quer seja um bom motivo pra entrar em guerra. Vivemos uma guerra interior todos os dias quando não sabemos ao certo o que estamos fazendo de nossas vidas...

Deixando o lado filosófico de lado, vim até aqui hoje para contar uma experiência pessoal (pra variar) que relacionei com essa leitura.

Na faculdade, durante o curso, somos obrigados a escolher uma pessoa para realizar um trabalho durante o ano todo. Essa pessoa, supostamente um colega de classe com o qual você tem um bom relacionamento, será sua dupla, como os policiais americanos, e vocês realizarão os trabalhos pedidos em conunto. Até aí tudo beleza. É só escolher alguém com uma inteligência razoável e de boa personalidade. E foi o que eu fiz. Escolhi uma garota que em um ano fez os estágios e trabalhos de todos os anos anteriores. Ela fez isso por ter se transferido de outra universidade. Pensei comigo mesmo que uma pessoa que fez três vezes mais trabalhos que o resto da turma era alguém com bastante disposição, ou seja, a minha futura dupla.

Escolhi essa pessoa pensando ter escolhido a melhor dupla do mundo. Projetei ótimos resultados e trabalhos, aliando minha inteligência à disposição/vontade dela (plus ela não é atraente, e assim eu não teria nenhum problema de envolvimento sentimental). Era perfeito! Era.

No entanto, com o advento do quarto ano da faculdade de Psicologia, começariam os estágios de atendimento. O professor supervisor pediu que as "duplas" conversassem e decidissem qual dos dois atenderia pacientes primeiro, enquanto o outro observaria o atendimento e faria um relatório. Eu escolhi atender, e minha dupla iria dizer o mesmo. Até aí perfeito, eu adquiriria a prática e ela faria o trabalho burocrático. No entanto - pra resumir a história - me encontro hoje, no quinto ano, atendendo e fazendo relatórios SOZINHO, e catalogando as desculpas apresentadas pela minha dupla, pra ver se ela não repete nenhuma.

Me pergunto até hoje o que acontece. Não com ela, comigo. Ela deve ter outros planos para a formação dela, no entanto, eu deveria ter me afastado, afinal a incompetência dela tem afetado meu desempenho. A única coisa que eu sei é que eu a odeio.

Odeio mesmo. Mas o que eu devo fazer? O que eu quero fazer?
Se a psicanálise estiver correta, eu a odeio porque ela tem algum traço de personalidade ou atitude que eu também tenho, e que odeio em mim mesmo, e por isso, odeio ela ao invés de me odiar.

Eu admito que sou preguiçoso, e que poderia fazer tudo sem nenhum problema, que ela não pesa nada e que o trabalho que ela deve fazer não é nenhum peso pra mim. Por que então eu a odeio e quero que ela sinta o que estou sentindo?


Após ler as palavras sábias de Sun Tzu, vi que meu caso não era sem solução, pois em uma das passagens, ele disse:

"Aquele que conhece o inimigo e a si mesmo, lutará cem batalhas sem perigo de derrota;

Para aquele que não conhece o inimigo, mas conhece a si mesmo, as chances para a vitória ou para a derrota serão iguais;
Aquele que não conhece nem o inimigo e nem a si próprio, será derrotado em todas as batalhas".


Eu definitivamente estou numa guerra, mas eu não sei quem é o meu inimigo. Seria a pessoa que eu mais odeio ou seria eu mesmo? Eu tento facilitar as coisas em minha vida, de modo que eu possa aproveitá-la melhor. Ela também faz isso e eu a odeio. Estou sendo injusto?

Talvez sim, talvez não. Talvez eu a odeie porque ela é tão fora de forma física e mental que eu me sinto atraído por isso. Talvez eu a odeie por ela me fazer ver que me sinto atrído por ela, que é uma pessoa totalmente fora do meu ideal de garota. Digo que me sinto atraído inconscientemente, sem que eu sinta isso de fato ao olhar pra ela. "Quem desdenha quer comprar". Será que a odeio tanto pra esconder de mim mesmo que gosto dela? Como eu posso me sentir atraído por um mini-barril folgado? Será que sou tão estranho assim?

Auto-análise é uma coisa difícil. Chego a conclusões que não fazem sentido. Mas eu me odiaria se eu fosse alguém que gosta de large ladies with a lazy pattern. Mas não, odeio ela.

Acho que Sun Tzu devia ser um cara legal. Ao menos após milênios ele conseguiu ajudar um jovem a ver que seu ódio direcionado a uma pessoa é na verdade um ódio contra si mesmo, mas que por razões de orgulho e auto-preservação, projetou em outra criatura tal sentimento.

Será que é assim com todo mundo??

enjoy ^^

Respondi bem?

Como o narrador da história de Joseph Climber já dizia, "a vida é uma caixinha de surpresas". E me surpreendo ao perceber as loucuras que a vida nos mostra. Uma dessas loucuras é a coincidência de alguém como eu, que se vê tão ponderado e crítico, nasce em meio a um monte de pessoas sem autocrítica e pensamento próprio... mas enfim, cada um joga com as cartas que têm.



Decidi, por razões já ditas antes, refazer meu visual. Passei uma semana na Califórnia brasileira, Ribeirão Preto, visitando minha adorada vovó. Não sou muito fã dela ( a cidade; amo minha avó), mas foi lá que tudo começou. Decidi fazer dois piercings que há tempos eu planejava, mas nunca tive a coragem, um no lábio e uma argolinha no nariz. Fiz os dois no mesmo dia, e quase matei minha avó de susto/raiva/ataque cardíaco/golpes de legítima defesa. Depois de retornar ao ar maravilhoso da capital, e depois de fazer meu velho me olhar com aquela cara de desgosto, como se eu fosse Judas Iscariotis reencarnado, decidi que era hora de mudar meu cabelo.



Eu deixei meu cabelo crescer por mais de um ano, desfiando-o de vez em quando para que as pontas ficassem mais legais. Fiz algumas escovas progressivas pra não deixar ele parecer um abajur pela manhã, e assim obtive um certo sucesso com as garotas. Mas dessa vez, aproveitei a promoção do Soho no Anime Friends (com 1kg de alimento não perecível, você faz um corte/escova/chapinha/penteado com os melhores cabeleleiros do Brasil) e desfiei ele por completo, deixando uns mullets atrás e fazendo um moicano com franjinha. Fiquei satisfeito, pois o corte realçava os piercings. No entanto, quando encontrei a plebe da família...



Acontece que minha família é como um achado arqueológico. Permanece igual durante milhares de anos enfiada na lama, e têm cara de múmia. Daí, não pude esperar outra reação a meu novo visual do que as famosas deduções sobre minha orientação sexual. Me chamaram de viado, gay, e etc. e daí para outras coisas. Como não sou nem um pouco tonto, tratei de responder a tais acusações. Não sou preconceituoso contra nenhum tipo de grupo, exceto pagodeiros, funkeiros, forrózeiros e nordestinos folgados... e gente muito burra também, quase me esqueci. Mas quem dera essa família maravilhosa fosse assim também. Além de ser pessoas com capacidade cognitiva quase igual a zero, são religiosas ao extremo e têm a péssima mania de puxar qualquer um pro lado deles, como areia movediça... eles querem que você afunde na lama com eles. E daí eu decidi responder as brincadeirinhas deles no meu melhor estilo, ou seja, zuando a religião deles, que é o que eles mais valorizam. Adivinha o results: eles ficaram nervosos!

O mais engraçado quando uma pessoa fica nervosa é que ela começa a procurar as coisas mais humilhantes e piores que ela pode dizer pra tentar provocar na pessoa que as deixou nervosas o mesmo sentimento. Só que um detalhe muito óbvio e que as pessoas não se dão conta é que quando elas fazem isso, elas abrem um caminho enorme para que seja possível descobrir o que mais irrita aquela pessoa. Ficou muito complicado de entender isso, né? Assim como no telecurso 2000, vamos pensar um pouco:

-Você fica com muita raiva quando alguém diz alguma coisa pra você. E geralmente você fica com raiva porque concorda com o que te disseram.


-Você quer dizer alguma coisa pra pessoa que te deixou nervosa ficar igualmente irritada, então você pensa em uma coisa que deixaria VOCÊ MESMO muito irritado, e fala isso pra pessoa.

-Só que você se esquece que a pessoa pode não se irritar com o que você disser, porque ela é diferente de você, plus você ainda dá de mão beijada a informação: você mostra o que mais te afetaria.


-No final você acaba ficando mais nervoso, e quer bater na pessoa. Ou seja, você perde a razão.





Enfim, após eu pegar no pé da religião dos meus pobres consanguíneos, e tendo noção de que o que eles falassem seria o golpe final na auto-estima deles, esperei a reação.



Um deles disse: "Você queima a rosca né, safadiiinho?"

Ao passo que eu respondi: "Que cantada foi essa filho? Melhora issae! Assim nem parece que você arruma alguma coisa".



Eu não achei que tinha sido uma bomba mental, mas foi. Ele se exaltou e começou a falar horrores, que é lógico, me afetavam, mas eu não poderia demonstrar emoção. No final, acho que respondi melhor do que eu pensei. E deixei-o completamente maluco. Talvez ele tenha um lado meio George Michael escondido... vai saber!


Outro episódio dessa natureza aconteceu quando meu velho me perguntou como eu seria um psicólogo todo furado e com um cabelo esquisito, pois estou me formando e atendo frequentemente na clínica da faculdade, fora um estágio em um hospital.

Dei uma razão pra pergunta dele. No entanto, pensei da seguinte forma ao tomar a decisão de fazer os piercings e cortar o cabelo: "O padre não dorme com a batina". Ou seja, não serei psicólogo 24 horas por dia. Eu tenho de manter a minha individualidade, e não virar um daqueles fanáticos que eu odeio, onde todo assunto se torna alvo da psicologia, isso sim seria mais prejudicial do que uma argola de aço cirúrgico.



Mas esses episódios me fizeram ver o quanto as pessoas são afetadas pelo contato com o diferente. Eu sou alguém diferente na minha família e não tenho nenhum bloqueio mental, e assim não ligo para as opiniões do clã Stabile. E isso, de certa forma, aumentou minha auto-estima. Acabei cuidando da minha aparência e tive esse ganho secundário, por apenas um quilo de açúcar!

No entanto, levo em conta que a maneira como os outros te veem é também parte da sua personalidade, mesmo que você não queira admitir. O diferencial no meu caso é que eu não ligo de ser chamado do que quer que seja, pois não me sinto da forma como me rotulam. Como eu disse antes, só ficamos com raiva quando "no fundo" concordamos com o que dizem.

Anyway... enjoy ^^





A fruta proibida

Maldito o dia em que comecei a jogar CrossFire. Jogos online realmente deixam você viciado ou bitolado. Deixei de escrever e me senti levemente mais burro. O cérebro murcha quando não o usamos.

Muitas coisas se passaram desde a última vez que escrevi. Já parece um bordão, pois só venho aqui de tempos em tempos. No entanto, após me recuperar de traumas sentimentais e psicológicos, tenho algumas coisas interessantes para contar.

A primeira delas é que eu encontrei uma forma de canalizar a minha frustração recente de não conseguir a garota que eu queria. Comecei a achar que o problema era eu e dediquei meus últimos dois meses a tratar da minha auto-estima, e resolvi começar pela minha aparência.




Estive reparando que as espinhas e cravos, aos quais nunca dei muita atenção, pareciam maiores e mais chatos. Eles estavam me incomodando. Resolvi procurar uma forma de me cuidar e diminuir aquelas coisas horríveis. Parecia que a Associação Mundial das Espinhas e Cravos resolveu se reunir na minha cara num congresso. Eu precisava de uma solução urgente.

Encontrei a dieta da maçã. Pesquisando em algum lugar no google, descobri essa proposta de eliminar tudo que existe na sua cara em três dias, com resultados 100% garantidos! Era mais do que mágica o que eu lia, e decidi fazer. A dieta consistia em consuimir apenas maçã e água por três dias. Não há restrição de números de maçã ou de litros de água. Apenas comendo isso por três dias você estava eliminando todas as imperfeições do seu rosto. Fácil, muito fácil. Nem tinha começado e já estava me sentindo um Ryuuku sem o death note, ávido por maçãs.


Me senti super cheio de esperanças, e já me via super gats andando por aí. Bastava eu comer maçãzinhas o dia todo por três dias! Fui comprar as maçãs.




Fiz as contas de quantas maçãs eu precisaria. Duas no café da manhã, umas três no almoço e mais três no jantar. Oito maçãs por dia, vezes três dias, dava 24 maçãs. Comprei 25, para o caso de rolar um café da tarde. Saí do mercado alegre. Eu ia converter aquelas frutas em beleza. Cheguei em casa e olhei no relógio: 20:10h. Eu não tinha comido nada ainda e resolvi logo começar a minha libertação. Comi três maçãs no jantar e um copo enorme de água. As maçãs nunca pareceram tão deliciosas antes daquele dia. Fui me olhar no espelho logo após comer, mas ainda não tinha dado nenhum efeito. Fui dormir. Acordei no outro dia e fui pegando a minha xícara de café quando me lembrei da dieta. Peguei a xícara e enchi de água, e comi mais duas maçãs. Devo dizer que é estranho comer maçãs logo após acordar. Mesmo assim, era por um bem maior.



Até a hora do amoço eu não comi nada, e nem senti vontade. A pior parte da dieta é ouvir as pessoas dizendo que isso é coisa de retardado. Que você vai virar uma macieira ou ficar esfregando hamburgeres e fritas na sua cara, oferecendo doces e petiscos deliciosos, te tentando como o diabo no deserto. Fora isso, eu estava tranquilo.



Chegou a hora do almoço e lá vamos nós. Porém, em casa nós almoçamos todos juntos em família, parecendo a última ceia dos apóstolos. Vi o prato do dia e senti vontade de comer o mesmo que eles, mas fui firme e comi três maçãs imaginando que eram três big macs. Elas já não eram tão gostosas, e eu começava a entender porque eles chamam a maçã de "fruta proibida", mas mesmo assim eu olhava para o espelho e me esforçava. A água já tinha gosto de suco de maçã, mas eu já estava na metade do primeiro dia! Faltava pouco para a perfeição facial que eu buscava.



A noite veio e eu fui até o shopping com minha irmã. Eu ainda não havia comido minhas três maçãs do jantar e a fome apertou. Eu estava me sentindo um homem-maçã, pois parecia que tudo em mim cheirava maçã. Enfim, me desviei dos devaneios e estava tranquilo com ela numa loja de games, quando um pensamento tímido surgiu na minha cabeça. Esse pensamento tímido foi como um sussurro num show de rock, mas eu ouvi. "No terceiro andar tem McDonald's". Esse pensamento fui aumentando de sussurro pra grito do Steven Tyler...

Eu queria ficar bonito, mas parecia que os três dias não passavam. Depois de 10 maçãs eu estava enjoado e com uma louca vontade de comer um Big tasty. Porém, se eu tivesse saído do shopping naquele momento, eu teria esquecido do big tasty. Mas por incrível que pareça, eu interpretei como um chamado do destino, um sinal para eu abandonar aquela dieta. Comecei a pensar que eu já era bonito, que eu era especial, que não precisava sofrer... incrível como nosso estômago tem influência na nossa cabeça, ou pelo menos na minha.

Estava saindo do shopping quando eu resolvi. Fui até o terceiro andar do shopping e comprei um delicioso big tasty pra viagem. No carro eu devorei o sanduiche, intercalado com gritos maravilhados de "delííííciaaaaahhh" e engasgos inevitáveis. Em cinco minutos, comi meu big tasty. E aí aconteceu algo muito previsível: eu, saciado, senti culpa. Eu me senti um fraco, escravo dos desejos... mas a culpa de o big tasty ser tão gostoso não era minha. Era do Ronald, aquele palhaço...


Por fim, decidi abandonar a dieta, e consumi as maçãs na forma de vitamina. Minha pele não melhorou e eu passei vontade á toa. Mas não foi tão ruim assim. Aprendi que três dias são muito tempo, dependendo do ponto de vista.... e que não preciso de maçãs pra ser feliz. Preciso é de Big Tasty!


AehuiaEHiauehauiehaiuehiuaehaiueh
enjoy ^^

A lista

Às vezes nós seres humanos nos provamos capazes de tanta coisa que eu não me canso de ser impressionado. Claro que eu não estou livre de cometer uma idiotice só porque estou escrevendo sobre isso. Aliás, é justamente sobre um devaneio - muito do imbecil - que eu tive que me fez vir até aqui escrever...


Eu estava discutindo sobre religião com um primo meu. E ele, que é um daqueles evangélicos malucos, afirmava a cada dois segundos que a religião que ele seguia era a verdadeira, e que deus só ouvia as preces de quem jogava naquele time. Eu, é lóóógico, estava jogando vários dados de realidade na fantasia dele, perguntando coisas muito simples como: "Você acha então que de todas as pessoas do mundo, só as que são evangélicas vão pro céu? Isso dá o que? 5% de todo o mundo? Não é muito trabalho à toa pra deus ficar cuidando de todo mundo se só vocês da turma da gritaria histérica vão subir pra gritar no ouvido dele?"

Enfim, sou irônico e amo muito tudo isso. Mas a discussão avançou até um ponto no qual eu achei muito engraçado - e válido - postar aqui. Começamos a discutir quais as pessoas que iriam para o céu, e por quê. Na lista do meu primo estavam todos os pastores de renome nacional, inclusive os bispos da renascer, que apesar de gastar uma grana santa sem culpa, vão para o céu no saldo de gols, segundo ele. E eu acho que se existisse algo como o céu e o inferno, e estivéssemos passando por um vestibular longo pra saber se vamos ser vizinhos da Madre Teresa ou do Mussolini, talvez essas pessoas dessa lista aqui estariam aparecendo no rol dos aprovados pra ir pro céu. Vejam e se emocionem com o Top 5 do Brasil eheheh.




Padre Antonio Maria sem santinha.



O Pe Antonio Maria é um cara que com certeza vai pro céu, se o céu existir. Um cara do bem, que tem várias instituições que cuidam das crianças órfãs, ele é padre do Roberto Carlos e talvez o padre mais pop antes do Marcelo Rossi. Eu votaria nele nas eleições pro céu. Não sou católico nem nada, mas tenho q dar um ponto pro cara! Já a santinha dele, TENHA DÓ! Essa não sobe não!


Faustão.



O Faustão também vai pro céu. Sim, ele tem seus defeitos, mas ninguém pode negar que ele é um cara do bem também, que ajuda vários artistas quebrados por aí sem nem fazer propaganda sobre isso. E no céu precisa de alguém pra apresentar o show do Padre Antonio Maria e não deixar ele falar, muito menos cantar né? ahahaha A foto dele precisa ser maior SIM! Nem vou dizer o porquê.










Pelé.


O Pelé tem que ter no céu. Se o pelé não for pro céu, ninguém vai. Ele é o Rei! Não coloquei ele na lista porque sou santista, mas porque o Pelé fez o impossível, e pessoas que fazem algo impossível merecem ter uma vaga lá em cima. Qual o impossível que o Pelé fez? Ele conseguiu ser o único negro no mundo que é lembrado pelo que ele fez, e não porque é negro. Pelé venceu o preconceito. Nunca vi ninguém falando do Pelé com racismo. Se Hitler tivesse visto Pelé jogar, a guerra teria sido sobre outra coisa. Entende?


Zacarias.


O Zaca já foi. Nem preciso comentar.











Clodovil.


O Clodovil foi pro céu com certeza. Você pode duvidar por ele ter sido gay, mas você não pode negar que se o céu existisse e deus fez tudo no mundo, ele quem fez a homossexualidade também! Aliás um dos méritos do Clodovil pra estar nessa lista foi o de ser uma pessoa que tinha personalidade e auto afirmação. Ele sabia quem ele era e o que ele queria. Foi um cara feliz e por isso merece ir lá pra cima.



Bem, acho que daqui do Brasil esse povo sobe. Lógico que temos vários outros candidatos, mas estes são exemplos de pessoas que independentemente de sua religião foram ou são pessoas que se destacaram mais pelo seu lado bom do que pelo seu lado ruim. Como diz um antigo mito egípcio: um faraó, quando morria, era enviado a uma espécie de templo sagrado onde os guardinhas do céu egípcio eram encarregados de aprovar ou não a entrada do faraó. E eles faziam apenas uma pergunta. "Sua existência trouxe alegria a outras pessoas em maior medida do que as tristezas que você causou?" Acho que todos aqui responderiam "sim".

Bom essa foi uma tentativa de relativizar a idéia de que se nós nos apegamos a um conjunto de crenças pensando ter em mãos a passagem para o céu, com certeza nos enganaremos. O que importa é que você saia dessa vida satisfeito com suas ações, de modo a vivê-la repetidamente por inúmeras vezes, como Zaratustra falou, e não achando que se você fizer tudo que um livrinho bobo falou você ganha uma prorrogação no seu tempo de vida. Aliás, essa é a maneira como vejo os novos religiosos de hoje. Pessoas que tentam manipular até deus se passando por boazinhas, apenas pra conseguir mais tempo de vida.

E em breve, farei a lista de quem está na zona do rebaixamento XD

Enjoy ^^










O primeiro caco

Mal se passaram alguns dias e cá estou novamente. Estou começando a fazer desta página um diário público, mas explico isso dizendo que os acontecimentos recentes na minha vida estão muito ligados aos temas sobre os quais eu escrevo.



Meu coração ainda está meio partido, e eu estou procurando juntar os cacos. E é muito estranho, pois quando você precisa consertar uma coisa que quebrou, você descobre que precisa saber como aquilo que quebrou funciona. E acho que estou aprendendo coisas novas sobre mim mesmo. Parece filosófico, mas estou mais em contato com meu "eu" desconhecido, aquele eu que chamei de retardado anteriormente, o lado que controla as coisas que eu não controlo. E pela primeira vez entendo o significado da palavra "experiência"...Acho que depois de aprender sobre o que é ter experiência, vou dar mais razão a meus pais daqui pra frente.



Mentira.



Experiência, como eu ouvi uma vez não me lembro onde, é como uma luz que ilumina para trás. Concordo, porém existe uma parte da experiência que ilumina pra frente, que é a parte na qual você aprende mais sobre você mesmo. E eu tenho feito grandes descobertas!



Descobri que meu coração (e generalizo dizendo que a maioria dos corações desse mundo) funciona mais ou menos como um país. Ele a princípio começa como uma terra sem dono, inabitada e cheia de árvores. Aí aparece o primeiro amor, e esse primeiro amor é o europeu que chega num barco enorme, fazendo da terra sem dono o seu país, bota o seu nome na terra e o coração assim pertence à primeira pessoa que gostamos na nossa vida. Daí, depois que o primeiro amor morre, esse país começa a ser governado por várias outras pessoas, que são os nossos amores repentinos, paixões, e amores duradouros. Tudo depende do sistema de governo, e ao contrário de um país de verdade, quanto mais 'malvada" for a forma de governo, melhor nós nos sentimos. Como por exemplo quando aparece aquela pessoa que se torna o ditador do seu coração. Toma conta do país inteiro e começa a guiá-lo da maneira que quer. E nós, com o coração nas mãos dessa pessoa psicopata, nos sentimos o máximo.... É uma analogia e tanto pra se pensar.

Eu quero declarar a independência do meu coração, mas andei pensando sobre isso. Será que eu vou mesmo ser livre? Ou talvez eu queira ser livre pra escolher aonde vou me prender? ehehehe quanto mais penso sobre isso, mais vejo distante a possibilidade de a felicidade realmente existir...

Cada vez mais eu percebo que sou vulnerável a essas coisas. E conforme eu vou juntando as peças da minha auto-estima pra tentar reconstruí-la, mais eu me pergunto como foi que ela não se partiu antes. Será que todas as outras pessoas são tão frágeis assim com seus sentimentos como eu sou? Me sinto escrevendo um diário de adolescente...

Enfim, a vida vai continuar não importa o que aconteça, se eu me recuperar ou não, os dias vão continuar passando. Acho que no final das contas o coração nunca se parte, nós apenas fazemos ele pensar que ele bate por outra razão que não seja pra nos manter vivos. Se assim for, aonde pertence o caco que estou segurando?

Anyway, essa postagem foi muito melosinha e bla bla bla. Um dia vou ler isso aqui e rir muito. CERTEZA!


enjoy




Untitled - Part 3... The end.....?

O último episódio da saga. Aconteceu há poucas horas, e já estou procurando uma maneira de lidar com o que aconteceu. Minha primeira tentativa é esse texto.

Saímos hoje. Um evento de anime. Ela entrou nesse "mundo" através da influência da minha irmã e indiretamente minha. Nesse meio tempo, acumulei muita expectativa. Nossas conversas no msn davam a entender que tudo seria ótimo, e que talvez pela primeira vez em minha curta vida eu estava sendo correspondido por alguém. Mais uma vez, me preparei para dizer como ela me fazia sentir...

Esperei o momento certo. Apesar de termos passado o dia todo juntos, precisava da coragem. Não tenho vergonha ou algo assim... Mas precisava da coragem pra trocar a esperança pela realidade. E comecei a falar.

"Sabe, minha cabeça está numa confusão enorme... eu havia falado que achava que eu estava gostando de você..." e comecei a falar... Não me lembro de nada que eu falei, traduzi as batidas fortes do meu coração em palavras e as falei pra ela sem pensar no que eu estava dizendo. Falei tudo, da melhor maneira que eu pude naquela hora. Evitei olhar nos olhos dela, pois sabia que de alguma forma eu iria me arrepender e parar de falar, apenas pra poder continuar olhando pra ela de perto, coisa que se eu levasse um fora, seria muito raro. Falei e falei. Acho que pela primeira vez na minha vida eu fui 100% sincero com alguém.

E talvez inconscientemente eu estivesse querendo uma recompensa por ter me superado... mas ela não veio. Ao menos não a que eu queria. Eu a deixei visivelmente sem graça, e quando acabei de falar, seu primeiro olhar me dizia que era uma causa impossível. Olhei pra ela por um segundo, mas que pareceu mais de um minuto, e descobri porque eu gostava dela. Ela era perfeita. Mas toda a viagem interna que eu estava fazendo de repente cessou. Ela ia falar.

Engraçado como nos momentos em que vc vive uma ansiedade extrema a sua memória parece desligar. Não me lembro das palavras que ela disse, talvez o som do meu coração partindo tenha ofuscado sua voz (desconsidere o drama, meu estado de espírito é o culpado pela melancolia). Mas entendi o que ela quis dizer. Segundo ela, a minha amizade era algo muito bom, e arriscar perder o que poderiam ser anos de relacionamento amistoso por um relacionamento amoroso que duraria meses não era o certo. Ela disse que me tinha como amigo, e que não sentia nenhum desejo por mim. Ela gosta muito de mim. Sobre as esperanças que ela alimentou, ela disse não ter tido intenção de me deixar com esperanças, e que era do jeito dela...

Como faz pouco tempo que eu ouvi isso, ainda não dei um significado pra o que ela disse... mas eu não me senti dispensado, e não sei o que foi que me fez sentir isso. De qualquer forma, um dia vou rir de tudo isso... eu acho...

talvez...

não sei...

não acho...

impossível.

E aí eu forcei um sorriso. A coisa mais difícil de fazer é forçar um sorriso. Porque quando você sorri espontaneamente, os olhos sorriem junto com a boca. Quando você força um sorriso, você no máximo mostra os dentes. E comigo não foi diferente. Tentei evitar que ela ficasse mais sem graça e tentei fingir que estava tudo bem... acho que não enganei ela, porque eu sou um péssimo ator. Quando ela não olhava, o sorriso dava lugar à minha cara usual de revoltado pensador.

Ainda ficamos andando pelo evento por mais uma hora. Mas nada era igual. E eu não pensava em outra coisa a não ser algo como isso: "vc perdeu, nunca ela vai querer vc. E vc vai ficar atrás, pq vc eh um mané..." Mas quando eu olhava pra ela e ela me olhava com aqueles olhos verdes lindos, eu achava que valia a pena sofrer quanto tempo fosse, se um dia eu pudesse ter ela do meu lado de verdade...

Fomos embora, e no caminho eu tentava pensar que eu conseguiria esquecer ela.
Nos despedimos e quando eu cheguei em casa, entrei no msn pra ver se ela estava online. Sou mesmo um fraco! Não dormi à noite pensando em tudo que aconteceu, e minha semana promete ser uma das piores.

Pra resumir tudo, não sei o que dizer. Já passei por isso muitas vezes, mas nunca é fácil. Gosto dela de um jeito diferente de todas as garotas, pois não se trata de uma atração física. Ela é incrivelmente linda, mas a beleza dela é a facilidade com que ela demonstra seus sentimentos, a facilidade dela em me conquistar com um ou dois sorrisos... queria poder ser tudo pra ela um dia, mas não sou e isso é difícil de aceitar. Afinal, sou diferente de todos os outros meninos, pois me importo com os sentimentos dela mais até do que me importo com os meus. Talvez o que mais me machuque tenha sido a injustiça de eu ser um "guri que ela namoraria", de ter chegado perto, do que se à primeira vista eu tivesse levado um NÃO e ponto final. O caminho de gostar antes de ficar é mais bonito, mas tem esse efeito colateral. Quando as coisas não dão certo, eu sofro demais.

E continuo sofrendo. Mas a saga fica por aqui. Falei demais de mim, na minha opinião. Espero que da próxima vez que eu escrever alguma experiência minha, eu conte uma que deu certo ^^.




Enjoy, pq eu to triste fih




Untitled - Part 2




Sinceramente espero não fazer deste assunto uma série como a do Jason, mas o terror pelo qual estou passando com meus sentimentos se assemelha ao que as vítimas dele experimentam antes de morrer. Minha razão já está quase abandonando o barco, e eu me pergunto se antes eu já passei por algo parecido. Acho que não.

Na última postagem, falei de como eu achava que as coisas terminariam, comigo gostando de outra pessoa e esquecendo completamente a paixão impossível que eu vivia. Vivia não, vivo. Sou um burro empacado na estrada dos amores perdidos e não tenho previsão de quando vou me mover. Mas chega de ser dramático. Felizmente esse câncer mental que é gostar de alguém ainda não afetou meu senso de humor.


Continuo gostando da garota que roubou meus pensamentos. Digo que ela roubou meus pensamentos porque pra poder pensar em qualquer coisa, preciso pensar nela primeiro, e assim eu consigo me concentrar no resto. E sinto que isso vem aumentando, e ao mesmo tempo, me preocupando. Por que? Porque a esperança foi muito bem alimentada.

Depois de descobrir que ela não sentia a mínima vontade de ficar comigo, procurei uma forma de esquecer ela. Tentei parar de entrar no msn, e não consegui. Tentei parar de pensar nela, e não consegui. Tentei desistir de esquecer ela e esperar pra me machucar vendo ela com outro menino e esquecer na marra. E essa tática funcionou. Continuo falando com ela, mas minha estratégia tinha um efeito colateral, que foi o que me fez vir até aqui escrever... A esperança de eu ter chances de conquistá-la aumentou. E aumentou muito, pois agora ela diz que me ama, que quer me ver, que sente saudades... E eu não tenho mais a capacidade de decidir no que eu devo ou não devo acreditar...Pelo jeito que as coisas estão, acho que nós só acreditamos no que queremos que seja verdade... E tome esperança!


Mas talvez ela esteja me fazendo sofrer por diversão, e talvez ela seja uma psicopata amorosa. Não sei. Só sei que é muito bom quando vejo ela dizer "te amo amor" no msn. Me sinto um viciado quando injeta a heroína na veia. "Estou com saudade, quero te ver..." Entro numa very nice trip a cada uma dessas frases. Me sinto mesmo um dependente químico, pois sei que faz mal, mas continuo falando com ela.

Não acho que essas coisas deveriam ser tão complicadas como são, especialmente comigo. Sou chato, mas sou legal!


Talvez eu esteja pensando demais. Mas por que ela fica me dizendo essas coisas? Por que, se ela não quer nada comigo, ela me diz q quer me ver, que sente saudades... Mesmo se ela for a pessoa mais carinhosa do mundo, não é tortura fazer isso comigo se ela sabe que estou interessado nela? Incrível como tantas perguntas assim precisam de apenas uma resposta...

As pessoas dizem que os assuntos do coração não devem ser entendidos pelos pensamentos. Que não escolhemos gostar das pessoas que gostamos e que não escolhemos deixar de gostar. Mas talvez haja um padrão. Talvez eu goste apenas das garotas que eu nunca poderei ter pra mim. E isso me dá mais esperanças, pois se há um padrão, há uma razão, e a paixão pode não ser tão louca.

E se eu fosse arriscar uma razão pela qual gosto dela, me perderia, pois são muitas. Vão desde o sorriso dela ao seu jeito, seu olhar, o calor das suas mãos e a maneira como eu me sinto perto dela...

Love hurts, mas estamos aí.


Mas infelizmente ficar filosofando sobre como eu me apaixonei não vai transformar minha realidade numa outra mais satisfatória. Eu gosto demais dela e ponto. Não há nada de errado nisso. Sei que pessoas são rejeitadas todos os dias e seguem com suas vidas, arrumam pessoas melhores e são felizes pra sempre... Mas acho que o problema aqui é que eu não queria que acontecesse isso com ela. Aceitei muito bem cada um dos 35 foras que levei até hoje na minha vida (sim, eu contei), só achei que esse lance não precisava dar errado. Ele podia estar num dos que deu certo....



Hahahaha... sou intolerante a frustações.




Enjoy ^^ pq eu to aki boiando no mar do amor



Untitled

Amor, religião, patriotismo, gostos e modas. Adoro escrever e expor minha opinião sobre cada uma dessas coisas. Porém, com os muitos acontecimentos da minha vida nos últimos dias, senti a vontade de rever o tema do amor/paixão de um ponto de vista mais próximo....

É, eu acho que estou apaixonado.

O amor e a paixão pra mim sempre foram como a kryptonita pro superman. Sou muito bom com as palavras e com as idéias, mas quando se trata de pessoas e modéstia, eu sou um desastre... Começo a agir estranhamente, perco o sono, a fome e o bom humor, e as pessoas próximas começam a achar que eu virei um vampiro, pois fico com uma cara de morto-vivo.
Eu estava há um bom tempo com o coração desprendido, livre. Sempre acreditei que existia uma parte de mim que controla coisas como por quem eu me apaixono, quando eu fico nervoso e quando eu tenho paciência. E por associação, eu achei que essa parte obscura do meu ser era tão inteligente quanto a parte que eu conheço. Mas a vida é uma caixinha de surpresas... Descobri que tenho um lado deficiente mental e com uma visão da realidade incrivelmente distorcida.

Conheci o que pensei ser apenas mais uma amiga das várias que tenho...
Conversamos alguns minutos apenas... e nos adicionamos no orkut e msn. No primeiro dia em que conversamos por msn, me surpreendi com o tanto que eu me diverti com ela... simplesmente achei que havia achado uma provável melhor amiga. Combinávamos nas opiniões, e assim eu passei a considerá-la uma pessoa daquelas que não deixamos ficar apenas no nível de conhecidos. Nos tornamos amigos quando nos encontrávamos todo dia virtualmente e conversávamos por horas. Fomos ao cinema, juntamente com nossa amiga em comum, minha irmã (que não é lá uma amiga, mas família não se escolhe). Conversei durante todo o filme fazendo piadinhas... Eu me diverti muito, e imagino que ela também, ou ela é muito boa em fingir dar risada.

Demos algumas voltas no shopping, com as mãos dadas e chamando-nos de amor. E foi aí que acho que tudo começou. Não tinha pensado nela como uma garota. O meu lado deficiente mental começou a trabalhar. Comecei a reparar em como a mão dela era macia, quente, e comecei a não querer mais soltá-la. Nos despedimos e eu senti uma grande vontade de dizer quequeria beijá-la. No entanto, sou um pouco travado e acabei não falando nada...

Passei o dia pensando nela e em tudo que aconteceu, como um detetive procurando a evidência final que comprovasse que ela poderia estar interessada em mim... E com isso me dei conta que queria ficar com ela. Queria tanto que não me segurei e cometi meu primeiro erro: falei com ela, via msn.

Ela disse que me tinha como amigo, e que gostava bastante de mim. Foi um não muito suave, e ao invés de utilizar minha cabeça pra entender e deixar aquela vontade de ficar com ela de lado, o lado retardado criou a esperança. "Esperança" é a palavra mais destrutiva da língua portuguesa. Ela fala de algo que você espera sem ter a certeza de que o que você espera vai chegar... Nada mais solitário e dependente do que isso.

Meu outro eu pensou que se ela foi suave em me dizer um não era porque provavelmente ela se importava com o que eu estava sentindo... ou seja, que ela poderia estar gostando de mim também. Uma conclusão digna de um retardado!
Como havíamos marcado de sair no outro final de semana, estipulei a data pra tentar alguma coisa...
No meio tempo, nossas conversas continuaram como se nada tivesse acontecido. Isso alimentou minhas esperanças de uma maneira que nem eu entendi...
Saímos no final de semana. Um dia inteiro ao lado dela, desta vez, sozinhos. Novamente, andávamos de mãos dadas e eu já não tinha tanta inocência como da primeira vez... Porém eu deveria ter colocado uma certa distância, para que eu não sofresse mais, pois estar de mãos dadas com ela acelerava o processo de apaixonamento em 800%. O que um contato físico não faz com a cabeça da gente....

E assim fomos passando o dia. A uma certa altura eu estava tão besta que eu nem ligava pro meu pé que doía demais pelo tênis apertado. Tão besta que eu não ligava de me iludir e sofrer a semana inteira, contanto que eu ficasse mais cinco segundos perto dela. Acho que você percebeu a mudança nos meus sentimentos.

Mas eu só fui perceber no final do dia... quando ela e minha irmã conversavam longe de minha vista, eu comecei a pensar no dia todo que passei com ela, em como era legal estar com ela, em como eu me diverti. E que o dia estava no fim. Meu coração começou a bater rápido. Era meu lado idiota me chamando a atenção. Era tarde demais.

Logo em seguida senti a mão dela no meu cabelo e quase morri de alívio. Ela ainda estava ali. Mas de repente nada era igual. Senti vontade de dizer tudo o que estava sentindo... Mas pra quê? Ela não me deu esperanças... seria inútil. Mas eu achava que devia falar... Resultado: Não falei. Fui embora e acabei falando novamente por msn. Meu segundo e fatal erro. Ela não sabia o que dizer. Muito natural, afinal, ela já tinha dito que não me via como um menino "ficável".

Fiquei triste. Acabei me machucando mais do que deveria, tudo pela "esperança".
E o pior é que ela persiste. Enquanto eu não ver ela com outro menino, vou continuar acreditando que é possível.

E dessa experiência tiro a seguinte conclusão: Talvez nossa espécie não teria alcançado o ponto de evolução que alcançou se não fosse pela esperança. Os outros animais não parecem possuir tal sentimento. Sinto inveja deles. E quanto à paixão, sei que daqui um tempo estarei babando por outra pessoa, mas que não se pode negar o poder deste sentimento. Se apaixonar é como tomar um choque na tomada, você pode levar mil choques e se apaixonar mil vezes, mas cada vez que você põe o dedo na tomada você se surpreende. E cada vez que você se apaixona, o barulho do coração se partindo nos assusta como se fosse sempre a primeira vez.


Enjoy, pq eu to aki na fossa fih

^^


FPS ou FDP?

Combat Arms.

Comecei a jogar este jogo de tiro em primeira pessoa há alguns meses. Confesso que os únicos jogos de tiro em que eu só vejo a pistolinha que eu consegui jogar foram 007 contra Goldeneye e o Doom. Isso no pc. No ps/ps2, joguei inúmeros, e sempre me achei bom. E aí eu resolvi jogar Combat Arms. Baixei o jogo, vi os vídeos, os teasers e fiquei com vontade de detonar meus oponentes. Até aí, tudo azul, todo mundo noob... Aprendi que o mouse era a mira e o click atirava no safado que eu tinha que eliminar.

E fui jogar.

Minha primeira partida foi no Snow Valley, um cenário de neve com várias torres. O jogo tinha começado, meu time estava ganhando com folga. Olhei ao redor e aproveitei pra sentir o peso da minha M16 assassina. Não havia nenhum inimigo. Fui então à caça. Dei meu primeiro passo e explodi. Uma mina na escada. Vi uma barrinha de Respawn encher... Fiquei puto. Voltei à vida e fui atras do time rival. Desci a mesma escada, sem explosão dessa vez, e dei mais dois passos.

Demorei pra entender o porque a barra de Respawn apareceu de novo, sendo que eu não tinha morrido. E aí eu vi que tinha tomado um head shot de um viado na torre. Apertei o Tab e vi que estava em último no jogo. O penúltimo tinha 16 Kills. Eu achei que era fácil e fui tentar novamente. Até que aprendi rapidamente como olhar a meu redor pra ver se eu não ia morrer rápido, me esguiando pelas árvores, fora do alcance de qualquer sniper. Encontrei um soldado na minha frente, vindo de ré. "Esse aí queima andando de ré assim", pensei. Apontei pra ele e o nome apareceu em vermelho. "Vermelho é inimigo!" pensei. Mirei nele e atirei. A mira começou a subir e eu consegui atirar em volta do cara, acertei o céu, o sol e umas duas nuvens, mas nao acertei ele nenhuma vez. E ele me pegou com uma facada. Na cabeça. E lá vamos nós pro respawn.

O jogo ficou nesse desenrolar por um bom tempo. Mas aí eu consegui matar alguém pela primeira vez. Eu tinha aprendido que tinha uma granada, e era só apertar o 4. Depois de morrer mais duas vezes porque olhei pro teclado pra achar o 4, consegui equipar a granada. Fui pro meio de um tiroteio na área das barracas. Aí eu fiquei do lado de fora e atirei a granada no meio do povo. A granada bateu na parede e veio pro meu lado. eu fui andando de ré e pulando (e eles devem ter pensado que eu era viado), mas não deu pra evitar. Um soldado inimigo me viu e veio pra cima de mim com uma faca. A essa hora todo mundo do jogo tava me chamando de noob, bocó e etc. Só que o espertalhão que queria me pegar não viu minha armadilha inteligentemente plantada. A granada explodiu, me matando e matando ele. Aí apareceu 1 Kill na tela.

Fiquei rindo e xingando o idiota enquanto a barra de Respawn, que a essa hora já era quase uma amiga, enchia. Apertei o Tab de novo e vi que tinha 1Kill e 34 Deaths.

E assim fui jogando através das telas, descobrindo como comprar armas e tudo mais. Fui melhorando meu K/D Ratio, que hoje está quase em 0.50...

Um jogo que recomendo, pois morro de rir com as conversas durante as disputas.



See ya




Assisto Anime, e daê?

Certas coisas me tiram do sério. Mas talvez aquela que faz a chinela cantar é quando alguém critica algo que eu admiro com uma redundância idiota. Como por exemplo quando um amigo meu descobriu que eu assisto e acompanho vários animes. Ele disse o seguinte. "Você, Rafael, vendo anime? Isso é coisa de quem gosta de anime! Isso é coisa de criança!".

Sei que por eu tanto falar que odeio gente idiota, acabei tendo a companhia de um asno com QI de pernilongo, porque pra falar que quem tem que assistir anime é uma pessoa que gosta, precisa de muitas conexões entre os neurônios. Mas acabei pensando no assunto que o pernilongo levantou e vim aqui escrever...

Essa discussão é antiga. Desde que comecei a ver anime, eu conheci pessoas que também gostavam. Comecei a ir em eventos relacionados ao assunto, e é sempre uma diversão garantida (e talvez por isso eu defenda tanto a causa dos otakus). Porém, mesmo sendo uma briga antiga entre quem curte e quem critica, vou retomá-la de um ponto de vista diferente...

Tecnicamente, um anime é diferente de um desenho comum (cartoon) pela qualidade da animação. E quase todos os animes são produzidos no Japão. A cultura japonesa é de uma natureza completamente estranha para nós pobres ocidentais. E isso é uma longa história. Vamos dizer apenas que os japoneses valorizam muito mais a cultura deles do que nós, e que tal cultura é muito mais rica em certo sentido, porque a relação dos japoneses com os mistérios da vida é guiada muito mais pelo lado do sentimento e das artes do que pelo lado racional, como nós do lado de cá. Portanto, surgiram com o desenrolar dos milhares de anos de cultura, várias formas de explicar o mundo através do que se sente, e assim surgiram os mitos.

Hoje em dia, do lado de cá, poucos mitos ainda sobrevivem, pois acredito que passamos a dar mais valor ao pensamento científico. Porém, o Japão conserva esse lado mais sentimental e de reflexão das coisas da vida através dos sentimentos.... Mas espera aí, o que o anime tem a ver com isso??? Já explico ¬¬

Sendo assim, as histórias criadas pelos japoneses tendem a ter um lado mais reflexivo e trazem sempre uma mensagem sobre o sentido da vida. É como se o anime fosse um biscoito da sorte chinês, só que o anime é muito mais "saboroso" do que aquele biscoito ruim, mas ambos trazem uma mensagem (e é claro que a do anime é mais profunda e interessante... e aquele biscoito é ruim demais!!!). Já as histórias ocidentais tendem a ser mais "sem sentido", quando por exemplo você assiste um Tom & Jerry e fica vendo 870970986 episódios de um gato tentando pegar um rato. E qual é a idéia? O que aprendemos daquilo? Que não devemos pisar num rastelo caído no chão, pois o cabo pode bater na nossa cara? (Eu gosto de Tom & Jerry, porque é engraçado só)...

Os animes são como novelas, e geralmente um episódio começa de onde parou o anterior. E a vantagem do anime sobre a novela das 8 é a variedade de enredos. Não tem aquela coisa de sempre: um filho que se perdeu, marido que trai... Cada anime é sobre um assunto diferente e geralmente eles são muito bem escritos. Além disso, você se depara com personagens sempre novos, ao contrário das novelas, onde você liga na novela das sete e aparece o Marcos Pasquim, e depois na novela das oito você vê ele de novo com um bigode ridículo fazendo outro papel...

Mas alguém pode dizer... "Mesmo assim, anime é desenho. Se fosse bom seria filme..."

É aí que entra a arte. A animação, o desenho, é arte. E na minha opinião cabe muito bem. Quando você quer ler um livro, você prefere o que tiver ilustrações não é? e se ao invés de ilustrações fossem fotos de pessoas de verdade? Ficaria sem graça né? E as histórias atingem um nível maior, pois qualquer paisagem pode ser possível.

Por isso eu digo que o anime é, muitas vezes, melhor que o filme. Porém, às vezes eu também prefiro ver um filme, um Tom & Jerry... afinal, anime também enjoa.

Vejo animes desde criança, mas eu não sabia distinguir dos desenhos mais comuns. Hoje, depois de ver vários animes, consigo notar a diferença... Anime é demais.

Porém, antes de encerrar, me sinto no dever de deixar aqui a lista de animes que mais me impressionaram por rir, pela história mais intrigante, pelo sucesso, e pelas mensagens, para que você que não conhece possa conhecer, e você que conhece possa aproveitar...


1. Dragon Ball.
DB é o primeiro da minha lista, e acho que sempre será. Eu saía correndo da escola para chegar a tempo de ver. Se você nunca nem ouviu falar neste aqui, você tem problemas. Kamehamehaaa na sua cabeça! XD
- Músicas boas do anime: Hitori Janai / Dan Dan Kokoro Hikareteku (meu alegre coração lalala XD)

2. Elfen Lied.
Aprendi que animes curtos também são bons. Tamanho não é documento, e em apenas 13 episódios (contra 153 só da primeira fase de Dragon Ball) eu consegui me vidrar na história. Ótima mensagem sobre o preconceito e mostra muito sobre a natureza dos relacionamentos humanos, além, é claro, de ótimas doses de violência e terror.
- Músicas boas do anime: Lilium (abertura)

3. Tengen Toppa Gurren-Lagann.
São 27 episódios de pura ação. Um enredo emocionante e uma trilha sonora impressionante. O que mais me fez gostar desse anime é a importância que ele dá à nossa força de vontade, pois se não desistirmos, ainda podemos vencer os obstáculos. Veja antes de morrer.
- Músicas boas do anime: Sorairo Days / Happily Ever After / Tsuzuku Sekai

4. D.N.Angel.
Um dos melhores. Divertido e romântico. A trilha sonora é tão boa que às vezes tira a atenção da história. Um enredo estranho no começo, mas que se explica muito bem no fim. 26 episódios muito bons.
- Músicas boas do anime: True light / Caged Bird / Biyakuya / Frozen Flower

5. School Rumble/ School Rumble NiGakki.
Duas temporadas do melhor anime de comédia que eu já vi. Morri de rir em todos os episódios. harima gosta da Tenma que gosta do Karasuma. Imperdível. Desestressa qualquer um. 52 episódios no total.
- Músicas boas do anime: Sentimental generation / Kono Namida Ga Aru Kara Tsugi No Ippo Maderu

6. If I see You In My Dreams.
Meio hentai, mas muito engraçado. Fuguno-kun tenta fazer de tudo pra conquistar a Nagisa-chan, mas é muito atrapalhado. 16 episódios de apenas 7 minutos cada.
- Músicas boas do anime: Kaze Na You da Kimi De Ite

7. Ichigo 100%.
Achei que tinha ficado viciado em animes de romance, mas este é perfeito. Um cara que se apaixona por quatro garotas diferentes e não sabe de qual gosta mais. Muito engraçado e não pode passar em branco.
- Músicas boas do anime: Shine Of Voice

8. Zero no Tsukaima.
Um anime no estilo kawaii... acentura com romance e algumas doses de humor... Eu gostei, a história é legal, embora eu não tenha visto a segunda temporada ainda. 13 epi..
- Músicas boas do anime: Anime kawai geralmente tem as piores músicas --'

9. Chrno Crusade.
Não podia faltar esse. Uma ótimo anime e com uma ótima história. demora pra você se interessar, mas depois que o bicho pega você vicia. O final é impressionante. 24 episódios. Obrigatório.
- Músicas boas do anime: Pleasure Line

10. Darker Than Black.
Mais um anime show. Drama puro, sem muitas piadas, mas envolvente demais... Ainda mais quando o personagem principal é o vilão!! 26 episódios fantásticos!
- Músicas boas do anime: A Hero Without a Name / Tsuki Akari



Vou ficando só no Top 10, lembrando que existem muitos outros animes ótimos por aí... e deixo a seguinte mensagem ao final: Antes de criticar, tente conhecer. E ao conhecer, tente não viciar ;)


Enjoy ^^



The little sister

Algumas coisas são muito desgastantes. Desde que inventaram a sociedade, muitos problemas surgiram com ela, e isso me faz pensar se viver como selvagens não seja mais satisfatório do que ser civilizado. Viveríamos muito menos tempo do que vivemos em grupo. Porém os problemas também seriam muito menores.

Entre estes problemas, um muito cansativo é o tipo de relação que qualquer pessoa tem com o produto que surgiu da mesma fábrica que ela. Estou falando sobre irmãos. No meu caso, duas irmãs. Essas relações são muito "enchedoras-de-saco", especialmente quando a diferença entre a sua fabricação e a do seu irmão tem um recesso de mais de cinco anos. Na minha opinião, o ser humano deveria ser capaz de ter um filho apenas e após a fecundação, os órgãos genitais deveriam desaparecer, como naqueles filmes de viagem no tempo que a pessoa da foto some. Imagina a foto do seu "amado" irmão sumindo e ficando só a sua!

Isso é brincadeira, mas não se pode negar que o mundo hoje está cheio de irmãos. A população aumenta cada vez mais, e eu me pergunto se o problema da humanidade não é seu próprio instinto de procriação. Um mundo com menos gente resolveria os problemas do trânsito em São Paulo e Tóquio, os alimentos sobrariam pro pessoal da África, o Nordeste diminuiria a taxa de mortalidade infantil e poderíamos respirar um ar menos compartilhado. É pra se pensar...

Voltando ao irmão.


Os pais dizem que amam todos os seus filhos, não importando em quantos eles são. Isso é uma coisa obrigatória, pois se você não gostar daquilo que você mesmo fez, você deveria se atirar da ponte do limão. Isso serve para pais que não "aguentam" os filhos. Isso pra mim é xingar o espelho. Agora, a pergunta essencial é: nós temos de gostar de nossos irmãos?

Vou dizer o que penso. O ser humano é egoista por natureza. Sendo assim, duvido que tenhamos nascido com uma predisposição a amar nosso irmãozinho, mesmo porque se isso fosse natural do ser humano, teriam escrito outra coisa na tábua com os dez mandamentos... não concorda?

Existem irmãos que se dão bem. Claro que existem, eu mesmo me dou bem com uma de minhas irmãs. Mas isso não acontece sem que trilhares de brigas motivadas pelo desejo de atenção guiem esse caminho. Isso geralmente acontece quando crescemos e vemos que o motivo pelo qual brigamos não é nada comparado ao destino do universo. E assim dá pra ser amigo, afinal fomos feitos com os mesmos ingredientes e o modo de preparo foi o mesmo.

Mas existem irmãos que não se dão bem nem depois de velho. Se eu fosse arriscar explicar isso, eu diria que todas as desavenças entre irmãos se deve ao fato de que ambos querem a atenção exclusiva dos pais, e que isso com o tempo vai enganchando em outros assuntos e como uma bola de neve, toma proporções tão grandes que eles se odeiam mas nem se lembram de como chegaram àquele ponto. O ser humano é incrível mesmo.

Não há como chegar a uma conclusão sobre as brigas frequentes entre irmãos, e só quem tem um para saber. Se você não tem um irmão, estou vendendo a minha por um preço acessível, mas sem devolução ehehehehehehe

....

Paro por aqui e em breve terminarei esse assunto.

Enjoy ^^

E thanks Kle pelas correções muito bem feitas =)

Sou brasileiro e não direi isso nunca....

Liguei a televisão e vi uma reportagem no telejornal. A repórter falava da lista de convocados para o próximo jogo da seleção brasileira nas eliminatórias para a copa do mundo. Em seguida, vi os comentaristas esportivos falando sobre as suas expectativas, dizendo que o Brasil têm de ganhar e blá blá blá... e aí ele falou uma coisa que me fez vir até aqui escrever. "Eles (o outro time) sabem que o Brasil é inigualável no futebol. O Brasil é o melhor país no melhor esporte."

Se você pensa da mesma maneira que eu, não haveria necessidade de escrever mais. Mas como conheci poucas pessoas até hoje que compartilhavam da minha opinião... vamos lá.

Já dizia minha avó: "cão que ladra nao morde". E que quando se fala demais, pouco se faz. Não questiono a capacidade dos jogadores ou coisa parecida. Mas infelizmente esses atletas são a única coisa que o Brasil "produz". E estes jogadores só são produzidos por abandonarem os estudos, por não ter condições de estudar ou simplesmente por ficar vagabundeando na rua jogando pelada. Lembra daquela pérola de um jogador? "Para dibrar o zagueiro, eu fiz que fui, e acabei nao fondo...".

Nem vou comentar.

Portanto, o Brasil só sabe fazer isso. Os estrangeiros, quando pensam em Brasil, pensam em carnaval e futebol, sexo e praias. Qualquer filme que fale do Brasil mostra uma dessas coisas. Ou todas essas juntas. E na minha opinião, ainda precisamos melhorar muito pra chegar no nível das fantasias do resto do mundo. E eu me envergonho disso tudo. Sou brasileiro e não direi isso nunca. Mas sabe o que é mais engraçado? As pessoas, todo mundo que vive aqui sabe que nosso país é um fracasso. Provarei isso.

Ligue a televisão ou entre num site de notícias na internet. Na seção de "novidades da guerra no oriente médio", sempre existe algum brasileiro no rolo lá. E em todas as notícias de tragédia internacional, alguém consegue achar um brasileiro no meio do desabamento, terremoto, explosão e atentado. E se houvesse imagem do tal brasileiro, imagino ele nos escombros com um cartaz "mãe, tô na globo!". E isso é o cúmulo do ridículo. Aliás, os brasileiros são tão primitivos e desorientados que não percebem isso. Até a imprensa não se dá conta, ou sabe mas não faz nada. Queremos parecer melhores do que somos no exterior. Os brasileiros querem participar do resto do mundo, nem que seja numa explosão no Iraque ou um terremoto no Japão. Alguns dizem que isso acontece porque os brasileiros querem mudar a fantasia dos estrangeiros e querem ser vistos como iguais pelos europeus e o resto do mundo. Antes da tragédia, eu já sabia que os brasileiros explodem igual os americanos, italiano, iraquiano, etc... Isso é ser igual?

Eu acho que se os brasileiros querem mesmo ser vistos de um jeito diferente pelo resto do mundo, deveriam primeiramente assumir o que realmente são. E vou dizer o que acho que somos...

Nosso país, com todos os brasileiros dentro, é como uma garota caipira que vai na cidade. Sem malícias, sem ter noção dos costumes da cidade, acaba confiando no primeiro estranho que lhe estende a mão, e assim acaba sendo roubada, estuprada, etc. E acaba se tornando uma prostituta, querendo apenas, no fundo, ser importante para alguém. Incrível como os brasileiros parecem ser os que menos sabem sobre o mundo no qual vivem...

Acho essa coisa de patriotismo uma bobagem. Bobagem porque não funciona. Você não escolhe o lugar onde você irá nascer, e ainda assim as pessoas dizem para nós, quando somos pequenos, que devemos amar o nosso país, que ele nos alimentou e sustentou e amou e tudo mais. Na verdade quem fez isso pra mim foi minha mãe, e o país só dificultou tudo isso cobrando impostos. Usei no máximo 80cm² da área do país para acomodar meu corpo, mais nada. Me diga porque devo adorar esta terra?

Mas e se o país de fato ajudou? Mesmo assim eu não vou conseguir amar meu país a ponto de dar a vida por ele. Nunca. Que garota, por exemplo, iria amar um cara só porque ele a alimentou e ajudou?
Aliás, essa analogia é interessante. Se o patriotismo é uma espécie de amor, então deve estar funcionando sobre as mesmas regras do amor que sentimos por outra pessoa (e eu não acredito muito nisso também, mas deixa pra lá). Se o meu país fosse bonito, legal e muito simpático, eu talvez gostaria dele, assim como de uma garota com as mesmas características. Mas infelizmente meu pais é feio demais. Mas o país tem belezas naturais e eu concluo que o Brasil é uma famosa Raimunda: feia de rosto e boa de bunda....

Geralmente as "raimundas" são ignorantes, alienadas, burras. E o Brasil também. Pensem comigo: Além de jogadores de futebol e atletas em geral, que outros brasileiros são reconhecidos como superiores em outra parte do mundo?

Pode levar o tempo que quiser.

Vai ser difícil de achar.

Paulo Coelho e nada é a mesma coisa, pois nem aqui no Brasil ele vive, e se você chamá-lo de brasileiro, ele pode te dar um soco. Ele é muito patriota. Santos Dumont inventou o avião, mas os irmão Wright provavelmente o inventariam se o brasileiro não tivesse conseguido... Isso dá uma ofuscada no brilho do nosso conterrâneo...

Continue pensando, vai ser difícil...

Cinema. Walter Salles e Fernando Meireles. Sim. Estes são respeitados. Afinal, dirigem filmes em Hollywood e tudo mais. Mas sabe de uma coisa? Eles cresceram como profissionais pela mesma razão dos jogadores de futebol. Eles souberam explorar a pobreza do país fazendo filmes como Central do Brasil e Cidade de Deus, e ergueram seus nomes em cima da realidade tão triste daqui. Portanto, estes estão desclassificados...

Mas lembre-se que isso não é por acaso. Nem serial killer famoso o Brasil tem. Que vergonha! Não conseguimos nem ser respeitados como os piores em alguma coisa...

E se nada do que eu escrevi até agora fez algum sentido pra você, pare de ler, pois você vai começar a me achar um sabichão que só fala besteiras, e isso seria a prova de que estou certo, pois só nos irritamos quando ouvimos a verdade.

Agora chego nas forças armadas. Qual é a idéia que mantém a existência delas? Pra quê exército? A única coisa que eu entendo sobre o exército é a obrigação de se inscrever. Quem seria voluntário para morrer por este país? Ou por qualquer país?(talvez por isso todos os generais e oficiais das forças armadas vivam de mau-humor). Existe o perigo de invasão, claro que existe. Eles querem invadir, e daí? Que invadam, assim "eles" serão os brasileiros. Se alguém declarar guerra ao Brasil e dizer que vai invadir o país, acho que esse argumento iria desmotivar muita gente. E o que as forças armadas iriam proteger? Brasília? Por mim, que levem a cidade nas costas e todos os políticos que vivem/trabalham lá. Muita coisa iria melhorar.

E não acaba por aqui. Os Estados Unidos viveram uma polêmica com a candidatura de um negro (que pra mim é só bronzeado), com a possibilidade do primeiro presidente negro. Mas nós os superamos quase oito anos atrás, quando elegemos o primeiro presidente retardado no mundo. Vocês não se orgulham? "E daí que ele não sabe soletrar 'eleição'"? Fomos além dos americanos, e nem polêmica existiu, ao menos não como a dos EUA...(retiro o que eu disse ali em cima sobre ser os piores em alguma coisa. Com Lula, nós somos!).
Além disso, vocês sabiam que a primeira dama do Brasil conseguiu a cidadania italiana? Pule do barco antes que afunde, não é mesmo? Burra ela não é.


Esse é um assunto tão intrigante pra mim que não tenho idéia de como resumir minhas idéias e encerrar o texto. Vou tentar.

Acho que tudo que escrevi sobre o país não passou de uma forma organizada do meu pensamento. O que na verdade está em jogo aqui é a capacidade das pessoas de pensar sobre suas vidas e entender como tudo funciona. Acho o ser humano fantástico, tanto por suas realizações como por sua natureza, e lamento constatar que somos seres manipuladores e ao mesmo tempo, "programados" para ser manipulados. Não apenas os brasileiros. Assim como não vemos a nossa nuca e vemos a nuca das outras pessoas, não somos capazes de ver as idéias que nos governam, como se elas ficassem escondidas atrás da nossa consciência. E assim crescemos achando que devemos ser pessoas boas, que devemos acreditar em algo que criou o mundo, que devemos ser patriotas, amar o próximo e controlar nossos impulsos até eles sairem pelo ladrão. Tudo isso sem questionar nada. Minha intenção é a de ser o espelho para que alguém possa ver sua própria maneira de existir, não fisicamente, mas como uma pessoa. Infelizmente não nascemos com uma embalagem e um manual de instalação e funcionamento. Nascemos com a capacidade de entender, e acabamos vivendo num mundo onde nada se entende.

E quanto ao Brasil, não tenho orgulho de ter nascido aqui, mas não tenho ódio também. Acho que se não escolhemos onde vamos nascer nesse mundo, tampouco o mundo escolhe onde irá nos receber. E isso é o que eu penso.

Enjoy^^